(The Hunger Games: Mockingjay – Part 2, EUA, 2015)

Aventura
Direção: Francis Lawrence
Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Donald Sutherland, Philip Seymour Hoffman, Julianne Moore, Willow Shields, Sam Claflin, Elizabeth Banks, Mahershala Ali, Jena Malone, Jeffrey Wright, Stanley Tucci
Roteiro: Suzanne Collins (romance), Peter Craig, Danny Strong
Duração: 137 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Chegamos ao fim da jornada de Katniss Everdeen rumo à tomada da Capital para alcançar a democracia em toda Panem. Treinada e moldada como um ícone para manipular as massas, Katniss consegue unir os 13 distritos contra o presidente Snow, mas, como era de se esperar, quer resolver o problema de seu jeito.

Muito além de toda a ação por trás de Jogos Vorazes: A Esperança – O Final, o grande feito da série de filmes é a abordagem política, escondendo por trás de uma história de superação e libertação elementos como massa de manobra, criação do mito, lógica de guerra e a sempre imperante luta pelo poder.

Neste último episódio, Katniss confirma suas desconfianças quanto ao uso de sua imagem e à manipulação da sociedade. Mas, ao mesmo tempo, faz uso dessa força produzida para dar a única solução que acha necessária para o fim da guerra. Sempre seguindo o caminho da união, destacado em um discurso interessante em uma das muitas situações de risco por que passa, e da humanidade.

Paralelamente, a garota precisa resolver suas próprias questões pessoais, já que está emocionalmente envolvida com dois de seus conterrâneos de distrito: Peeta e Gale.

O longa-metragem é baseado exclusivamente em Katniss, deixando outros personagens e tramas paralelas escanteados, mas nada que comprometa o resultado final. O diretor Francis Lawrence (Eu Sou a Lenda) não assume um ritmo único para o filme, que começa mais parado e discursivo, focado principalmente no que a jovem tem dentro de si, com o problema de Peeta, as desconfianças contra Coin e a ideia fixa de matar Snow.

Há uma demora para chegar até as passagens realmente frenéticas do filme, todo o caminho pela Capital, em uma crescente de suspense e ação, prepara para algo muito mais agitado. E essa hora chega, especialmente em uma passagem subterrânea, onde toda a equipe é perseguida por uma espécie de mutantes dos esgotos. Ainda que haja um exagero na trilha sonora nesta passagem, o objetivo de deixar o espectador ansioso com o que vê funciona muito bem. O mesmo pode ser dito da tentativa de Katniss e Gale entrarem na mansão de Snow e no que vem depois.

Mas, então, o filme parece assumir um movimento de desaceleração complicado, com explicações gratuitas, passagens pouco exploradas e muitos momentos de uma não desejada calmaria. Embora os eventos aconteçam rapidamente, o ritmo do filme é lento, como se houvesse coisa demais ou motivos de menos para a separação do livro em dois filmes. A partir de então, o que se vê não surte tanto efeito, nem mesmo a revelação, que pôde ser antecipada por quem via o filme, ou a ideia para trazer a vingança para a população.

E o público segue sem tanto envolvimento vendo Katniss cumprir seus últimos e também previsíveis atos e, depois, vendo-a viver seu luto e tentar encontrar um caminho. Diferente de seu começo e de todo seu desenvolvimento, a jornada sempre tão frenética e cheia de simbologias chega ao final de um jeito morno.

Um Grande Momento:
O ataque subterrâneo.

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