Estou acabando de chegar da abertura do X Festival de Cinema Internacional de Brasília. A cerimônia estava super concorrida e, com o calor insuportável que anda fazendo na capital, a multidão já estava impaciente quando abriram a passagem para a festa.

Na entrada um túnel de lona branca nos levava ao salão de entrada do Music Hall e nela três projetores passavam cenas de filmes antigos.

A trilha sonora escolhida para receber o público foi, vamos dizer assim, meio esquisita. Rolou de Against All Odds, de Phil Collins, a Hello, de Lionel Ritchie. Mas tudo melhorou depois que um pianista começou a tocar músicas aleatórias.

Quando a cerimônia de abertura começou, a platéia estava tão lotada que até as escadas serviram de cadeira. As luzes se apagaram, o pianista começou a tocar Nino Rota e as coisas começaram realmente a acontecer.

Dois atores brasilienses, Maria Paula e Murilo Grossi, foram os apresentadores. Como era de se esperar, a polêmica da nudez, iniciada pelo ator Pedro Cardoso e que causou revolta em muita gente, foi tema de uma das piadas dos apresentadores. Além de citar vários dos filmes selecionados para o Festival e todos os prêmios, eles anunciaram quem receberia o prêmio Buriti pela carreira dedicada ao cinema.

O prêmio foi entregue pelo ator Orã Figueiredo ao excelente e cinematograficamente sempre presente Paulo José.

Com 41 filmes na carreira, Paulo José participou de muitas obras importantes do cinema nacional como Todas as Mulheres do Mundo, Macunaíma, Eles Não Usam Black-Tie, Dias Melhores Virão, Faca de Dois Gumes, Saneamento Básico e muitos outros. Ao agradecer pelo prêmio, ele falou rapidamente de sua trajetória e da nova fase pela qual passa o cinema brasileiro.

Depois da premiação e dos agradecimentos aos parceiros da Academia de Tênis na realização do festival, os filmes começaram.

O festival foi dedicado a José Farani, fundador da Academia de Tênis, falecido este ano.