Há filmes que a gente viu no cinema, em dvd, na televisão e, vez por outra, são reprisados na programação diária mas, independente de qualquer coisa, é impossível não parar para assistir. Sua intenção não era vê-lo, talvez você estivesse procurando um filme novo, esperando uma estréia na grade, ou qualquer outra coisa. Aquela cena ou introdução familiar acaba te fazendo mudar completamente de ideia e lá vamos nós para mais uma revisão de um velho título.

Cada um tem seus títulos recorrentes. Alguns gostam de gêneros específicos, outros do ator principal ou do diretor. Enquanto uns preferem rever os filmes que significaram alguma coisa em sua vida, outros ficam com aquele que simplesmente é capaz de fazê-los rir ou chorar.

Sendo cinéfila e com a idade que já não é tão pouca assim, o número de títulos da minha lista é enorme e aumenta a cada dia. Mas vou tentar aqui falar quais são os 20 filmes que sempre me pegam de surpresa, me fazem ficar sentada na frente da tv até o final dos créditos e ainda me emocionam de alguma maneira, por mais que eu já conheça o final ou suas piadas. E, como 20 é muito pouco, vou aproveitar cada um dos títulos para citar outros similares.

Casablanca

Não sei dizer quantas vezes revi Casablanca, mas sei que já consegui começar a vê-lo de quase todas as suas cenas. Este é o meu filme preferido e foi com ele que comecei a gostar de cinema e a tentar compreender tudo o que está por traz da sétima arte, tanto prática quanto filosoficamente. O filme, obrigatório na videoteca de todo cinéfilo, mistura amor e guerra em um drama de primeira qualidade. Com um belo roteiro, atores competentes, uma bela canção e a mais patriótica das cenas do cinema, o filme continua conquistando meu coração em cada revisita. Objeto de minha profunda admiração, não consigo nem compará-lo a outro.

A Bela e a Fera

Vamos começar pelo mais fácil. Filmes infantis são feitos para serem repetidos e, quando a gente tem filhos, descobre que são mesmo. Incessantemente e sem pausa. A Bela e a Fera era o filme da infância da minha fillha mais velha, Daniela. Diferente das facilidades de hoje em dia, em que um botão de repeat te dá menos trabalho, em tempos de VHS eu aproveitava pelo menos os minutos da rebobinagem da fita para descansar das imagens, diálogos e músicas do longa, mas já o conhecia inteirinho. Muito tempo se passou desde então mas, mesmo depois de assistir às duas versões brasileiras do musical no teatro, à versão extendida no cinema, à versão com patinadores e comprar o dvd na recente edição diamante, o filme sempre me captura nas zapeadas das tarde vazias. Tudo continua igual na aldeia da bonita filha do inventor, já sabemos que o Gaston é um idiota primitivo e a Fera não sabe controlar seus nervos, mas a magia fala mais ato.

Junto com A Bela e a Fera poderíamos colocar alguns outros desenhos em 2D da Disney que parecem oferecer uma facilidade à revisitação. É o caso de Aladdin, A Nova Onda do Imperador (preferencialmente dublada pelo Selton Mello e Marieta Severo) e O Rei Leão, que volta aos cinemas semana que vem com sua versão 3D.

Procurando Nemo

Se os desenhos animados da Disney conquistaram mais de uma geração, a sua substituta nestes tempos de inovações tecnológicas é a Pixar. Usando muito bem a computação gráfica, as animações do estúdio encantam todos. Para mim, o melhor dos filmes produzidos por eles é Procurando Nemo. Tanto pela impressionante recriação do fundo do mar, como pelos adoráveis personagens e sua narrativa, que prende os espectadores do começo até o final, independente de ser a primeira ou a sétima vez que acompanhamos a busca desse pai desesperado e sua esquecida amiga pelo pequeno Nemo.

Outras animações da Pixa “reassistidas” com facilidade são Up – Altas Aventuras, Monstros S/A, WALL-E e a trilogia Toy Story. Se formos lembrar de outros estúdios, não faltam filmes como Como Treinar o seu Dragão, Shrek, Shrek 2, Kung Fu Panda e Madagascar (Dreamworks); A Era do Gelo (Twenty Century Fox) e Meu Malvado Favorito (Universal).

A Noviça Rebelde

Quando não disfarçados de desenhos animados da Disney, musicais não são o gênero mais popular do cinema, mas tem muita gente que gosta, assim como eu. A arte de contar histórias através de músicas, ou dando à música um lugar de destaque, sempre me fascinou. Apesar disso, não são todos os musicais que gosto de rever. Por mais bem feito que tenha sido, se as músicas não me agradarem, eles não vão permanecer na minha televisão em uma segunda vez. Este está longe de ser o caso de A Noviça Rebelde, longa que assisto desde criança. A história da noviça que vira babá dos sete endiabrados filhos do Capitão Von Trapp é encantadora e as músicas são deliciosas.

Outros musicais que paro para assistir são Mary Poppins, Mamma Mia!, O Mágico de Oz, Encantada, Moulin Rouge, Jesus Christ Superstar e Os Irmãos Cara-de-Pau.

Sintonia de Amor

Por ser um gênero de rápida assimilação e de formato mais do que conhecido pelo público, as comédias românticas são tão fáceis de ser assistidas quanto de ser esquecidas e, talvez por isso, sejam sempre revistas por um monte de gente. Claro que por ser uma preferência feminina, a chance da maioria do público ser de mulheres cresce na medida em que a TPM vai aumentando. Eu, como mulherzinha que sou e fã dos filmes mais melosos de Meg Ryan, não fujo a regra. O número um da minha lista de filmes do gênero é Sintonia de Amor, história bonitinha sobre uma jornalista que ainda não encontrou o amor, um viúvo que não superou a morte de sua esposa e o filho dele que tenta encontrar uma substituta para a mãe. Como no filme Tarde Demais para Esquecer, o casal deve se encontrar no Empire State Building no dia dos namorados. Daqueles que dá gosto de ver que está passando.

Mas, pra falar a verdade, também não me importaria de ver outro filmes de D. Ryan, como Surpresas do Coração, A Lente de Amor, Harry e Sally – Fetos um para o Outro, Kate e Leopold e Mensagem pra Você. Ou, nessa mesma linha, mas sem ela, Encontro de Amor, O Casamento dos Meus Sonhos, Doce Lar, Green Card – Passaporte para o Amor, Muito Bem Acompanhada, Casa Comigo?, Como Se Fosse a Primeira Vez e por aí vai.

Um Lugar Chamado Notting Hill

Ainda na linha das comédias romântica, mas aqui com um acento britânico e com uma qualidade um pouquinho maior tanto no roteiro, quanto no cuidado com a fotografia e na montagem, Um Lugar Chamado Notting Hill merece sempre destaque. Cenas como o maravilhoso passar do tempo na feira já o diferenciam, mas ainda há muitos outros acertos nessa história de amor entre um fracassado vendedor de livros de viagens e uma megastar do cinema americano. E sabemos quando a sorte está ao nosso lado quando pegamos o filme em sua primeira sequência, embalada pela bela canção She, de Charles Aznavour.

Outros belos exemplares ingleses são Simplesmente Amor, Quatro Casamentos e um Funeral e O Diário de Bridget Jones. Sem o sotaque britânico, O Fabuloso Destino de Amélie Poulin, (500) Dias Com Ela, ABC do Amor e Feitiço do Tempo também são comédias românticas mais elaboradas e interessantes de rever.

Monty Python em Busca do Cálice Sagrado

A comédia é um gênero que pode ser visto e revisto sem grandes problemas. Qualquer coisa que faça rir, por mais idiota que seja é bem aceita e, como não é algo que vai permanecer em nossa cabeça por muito tempo, revisitá-la não custa nada. Agora, um bom roteiro, conectado com questões que vão além do nosso quintal e comuns a todos, vai muito além de piadinhas que podem ser contadas repetidamente. E são muito mais deliciosamente reassistidos. Esse é o caso da maioria dos filmes do grupo inglês Monty Python. Em Em Busca do Cálice Sagrado, o meu favorito, atrapalhados cavaleiros brincam com a busca ao cálice sagrado pelo rei Arthur.

A Vida de Brian é outro título do mesmo grupo que eu adoro ver de novo. Das comédias que não são deles, sempre vale a pena rir com Tempos Modernos, Quanto Mais Quente Melhor, Ou Tudo ou Nada e Um Estranho Casal.

Entrando Numa Fria Maior Ainda

Embora nos façam rir, o cinema está cheio de comédias que divertem mas nunca conseguem ser muito mais do que as boas piadas que tem. Cumprem seu papel de entreter como o esperado, mas nunca conseguiram chegar ao patamar das citadas no item anterior. Entrando Numa Fria Maior Ainda faz muito mais sucesso comigo do que o seu predecessor nessa trilogia do constrangimento (ainda que a cena do champanhe./urna/gatos nunca tenha sido superada por nenhuma das duas continuações). Focker ainda tem problemas com o sogro ex-agente da CIA, mas com seus pais do lado as coisas ficam ainda mais complicadas para ele.

Outras comédias bobinhas e esquecíveis, campeãs de permanência na minha televisão, são Antes Só do que Mal Acompanhado, Quem Vai Fica Com Mary?, Minha Super Ex-Namorada, Será que ele É? e Trovão Tropícal. Sem falar naqueles filmes que a gente tem até vergonha de admitir que assiste sempre que pode, como os péssimos Os Aloprados, ou Escorregando para a Glória.

As Pontes de Madison

Depois de rir muito, chegou a hora de falar de filmes que tocam fundo na gente. Gênero preferido da maioria dos diretores, os dramas vêm retratar partes doloridas da humanidade e que causam desconforto justamente por serem conhecidos por todos. Há vários tipos de drama e alguns são mais difíceis de ver mais de uma vez, principalmente os que envolvem maus-tratos a crianças e animais, ou que falam de guerra. Se for pensar nos que me fazem realmente parar para assistir e chorar de novo, a maioria dos filmes que me vêm a mente são dramas românticos e o primeiro deles é As Pontes de Madison. A história de amor entre o fotógrafo forasteiro e a mulher do interior que viveu para sua família mas mal é notada por ela é de uma delicadeza sem igual. E tem uma das cenas mais mais marcantes do cinema para mim. Naquela chuva, o semáforo vermelho, a mão na maçaneta e os olhos da Cecilia cheios d’água. É sempre assim.

Entre muitos outros dramas, os que me pegam de jeito e me deixam com vontade de sofrer de novo pelos personagens estão Closer – Perto Demais, Diário de uma Paixão, O Segredo de Brokeback Mountain, Pequena Miss Sunshine, O Profissional, Cinema Paradiso e, bem mais bobinhos, Em Algum Lugar do Passado e A História de Nós Dois.

Cidade de Deus

E eis aqui a nossa jóia no cinema nacional. Presente em quase todas as listas de cinema dos últimos tempos, Cidade de Deus causa em mim uma mistura de orgulho com reconhecimento. É um filme que funciona bem o tempo todo. Roteiro equilibrado, personagens consistentes, atuações maravilhosas, uma fotografia de tirar o fôlego e cheia de inovações e uma montagem que valoriza cada uma de suas qualidades. Como mudar de canal depois disso tudo?

Os cultuados Tropa de Elite, Saneamento Básico – O Filme e O Cheiro do Ralo; os televisivos O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro e os bobinhos O Casamento de Romeu e Julieta, Se Eu Fosse Você e Mulher Invisível também sempre me tiram do programado. Mas o difícil mesmo é encontrar um título nacional passando na televisão.

Star Trek

Aqui quem vai falar mais alto é o meu lado nerd, ainda que ele não seja muito significativo. Para quem passou a infância vendo o pai acompanhar todos os seriados de ficção científica na televisão e acabou se encantando com as muitas aventuras da tripulação da Enterprise em planetas estranhos, com uma mistureba de raças e um monte de bugigangas tecnológicas, a chance de fracasso de uma nova abordagem do assunto era grande. Mas aí vem J. J. Abrams, que, confesso, anda me surpreendendo com diretor, e dá um jeito de recriar a história conhecida e deixá-la tão atraente quanto antes. A distribuição perfeita de ação, drama e humor, com um show de efeitos especiais, faz de Star Trek um filme delicioso de assistir. Quantas vezes forem possíveis.

Ainda nessa pegada nerd sci-fi, outros filmes que me fazem parar a zapeada estão O Exterminador do Futuro 2, Matrix, Blade Runner, o Caçador de Andróides, O Guia dos Mochileiros da Galáxia, Viagem Insólita, Inimigo Meu, De Volta para o Futuro e O Quinto Elemento, mesmo com o Chris Rock gritando insuportavelmente daquele jeito.

O Dia Depois de Amanhã

Particularmente, não sou muito fã de filmes-catástrofe e, consequentemente, tampouco de Roland Emmerich, mas sempre me rendo a O Dia Depois de Amanhã. Absurdo e piegas como todos os outros do mesmo diretor, o longa consegue conquistar os espectadores e os efeitos especiais são sensacionais. É difícil passar por essa história de família em meio a uma nova era glacial e não parar de mudar o canal.
Bem pior do que esse e muito mais canalha, outro filme sobre fim do mundo iminente que sempre me pega é Armagedom, mas esse eu não consigo nem explicar o porquê.

O Sexto Sentido

Filmes de suspense não costumam ser os mais numerosos em listas de filmes que são vistos repetidas vezes, mas toda a história de O Sexto Sentido, além de fazer com que o mundo acreditasse que M. Shyamalan fosse muito melhor do que é na verdade, é tão bem construída que transpõe seu suspense principal e é divertido ver de novo, já que algumas dicas só encontramos depois de ter visto pela primeira vez. Além disso, o fato de envolver o sobrenatural chama a atenção e me faz parar com o controle remoto para ver as pessoas mortas junto com o pequeno Colen.

Mas os filmes de suspense não precisam estar ligados a algum tema fantasmagórico. Saindo desta linha, os meus títulos favoritos são Amnésia, Os Suspeitos, Voltar a Morrer, O Silêncio dos Inocentes e o mais fraco de todos os citados, Identidade. E como resistir aos clássicos de Hitchcock Psicose, Janela Indiscreta e Intriga Internacional?

O Chamado

Super compreensível querer rir ou até chorar de novo, mas porque as pessoas veem novamente filmes que a deixam com medo? Não tenho a menor ideia, mas também faço isso com alguma frequência e principalmente se o filme que estiver passando for O Chamado. A história da menina que vem do além buscar pessoas depois que elas assistem a um vídeo é tão idiota e inverossímel que poderia não causar medo algum, mas as imagens do tal vídeo ficam coma gente depois que o filme acaba. É ridículo, eu sei. Mas que dá medo, dá.
Entre os filmes que me assustam, mas revejo mesmo assim estão O Iluminado e O Bebê de Rosemary. Já na linha vamos rir de tudo isso está Arraste-me pra o Inferno.

O Ultimato Bourne

Entrei no cinema para ver o primeiro filme sobre o agente Bourne sem nenhuma expectativa e saí da sala muito bem impressionada. O segundo filme não foi tão bom pra mim, mas o terceiro, O Ultimato Bourne, superou os outros dois. Mais do que querer descobrir a sua real identidade, Bourne agora também queria vingança. Misturando suspense, muita adrenalina, boas atuações, Le Parkour, perseguições automotivas e coreografias de luta interessantes, o filme é um dos melhores exemplares do cinema de ação da atualidade. Como todo grande nome do gênero testosterona, nunca é demais acompanhar Jason Bourne.

Busca Implacável, Duro de Matar, Duro de Matar 4.0, Máquina Mortífera 3, Na Linha de Fogo, Perseguidor Implacável e O Predador estão entre os filmes “macho man” que sempre revejo.

Homem-Aranha 2

Filmes de super-heróis, taí uma coisa boa de assistir de vez em quando. Também descartáveis, mas cheios de ações e efeitos especiais espetaculares, esses filmes divertem e impressionam. O mais assistido por mim, sem dúvida, é Homem-Aranha 2. Bem melhor do que o primeiro e com Alfred Molina na pele de um sensacional vilão, o longa tem um ritmo muito interessante e é visualmente tão surpreendente que a gente não quer nem saber quantas vezes já viu o filme, quer é ver de novo.

Nessa mesma linha de filmes de super-heróis com visual de tirar o fôlego estão 300, Homem de Ferro e Batman – O Cavaleiro das Trevas. Numa linha de super-heróis diferentes, mais igualmente impressionantes estão os filmes Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra.

Curtindo a Vida a Doidado

Chegou a hora de voltar ao passado. Entre os filmes que marcaram a minha vida estão muitos títulos dos anos 80, época em que John Hughs era o grande nome do cinema adolescente e nos presenteou com o maravilhoso Curtindo a Vida a Doidado. Ferris Bueller virou ídolo por conseguir matar aula sem levantar suspeitas, aprontar um monte e nunca ser pego por isso. Rever o filme é como, de certo modo, voltar àquela época ingênua, em que as coisas eram muito mais leves e os problemas adultos estavam longe de se realizar. Sem falar que o filme é divertido demais.

Juntinho com Curtindo a Vida, para mim, estão os deliciosos O Feitiço de Áquila, As Aventuras do Barão Munchausen, Namorada de Aluguel, Os Goonies, Conta Comigo, O Clube dos Cinco e os três primeiros Indiana Jones. Vou colocar aqui também Um Casal Quase Perfeito, que é um filme de 92, mas tem cara de anos 80.

Ponto Final – Match Point

Outro que merece um item exclusivo é o eterno neurótico Woody Allen. Contumaz analista da alma humana, Allen sabe como compor diálogos onde, em algum momento, todos podem se reconhecer. De sua vasta filmografia, vários filmes podem ser sempre revisitados. O que eu mais gosto destes é Match Point. Para mim este é o filme onde o diretor marca o começo de sua reinvenção. Aquele velho conhecido está em todos os lugares, mas falando de um jeito diferente, num lugar estranho e com uma música também diferente. O suspense do filme é eficaz e atuações primorosas facilitam a imersão dos espectadores. Impossível mudar de canal depois de ver qualquer cena.

E muitos outros filmes de Allen são recorrente por aqui. Adoro Vicky Cristina Barcelona, mas também me divirto com Um Misterioso Assassinato em Manhattan, O Dorminhoco, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Crimes e Pecados, Tudo que Você Sempre Quis Saber sobre Sexo mas Tinha Medo de Perguntar e O Escorpião de Jade. Sem falar no eterno encantamento de A Rosa Púrpura do Cairo.

Kill Bill, Volume 1 e 2

Em Kill Bill misturam-se dois motivos para ver e rever sempre que acontece. O primeiro e mais importante é Quentin Tarantino. O diretor, para mim brilhante, consegue manipular a imagem em si de uma maneira quase inacreditável. Kill Bill é um excelente exemplo disso. Ainda que excessivamente violento, e violência é outra coisa que Tarantino sabe como manipular, a saga da noiva vingativa é como uma ópera de cores e movimentos. O segundo motivo é como em um mesmo lugar encontramos tantas referências cinematográficas diversas, da animação até os filmes b de kung-fu. Com um roteiro inteligente e uma narrativa impressionante, não tem jeito de não parar para assistir.

Outros filmes de Tarantino que assisto com gosto são Pulp Fiction e Bastardos Inglórios.

Carga Explosiva 3

Se a qualidade do roteiro, a capacidade interpretativa do elenco, o estilo narrativo e a fotografia foram importantes nas outras categorias, nesta elas não significam quase nada, ou nada mesmo. Ainda que não seja o mais bonito dos atores e ao invés de uma cara perfeitinha, tenha o nariz torto e enormes entradas no cabelo, Jason Statham é, para mim, o cara mais delícia cremosa do cinema no momento. Só mesmo isso para me fazer assistir esse título de quinta categoria toda vez que ele passa na televisão. Ele continua dirigindo sua BMW, levando suas encomendas e o filme continua idiota, mas as cenas da oficina e do penhasco deixam tudo bem mais interessante.

Nessa mesma vibe estão o meio tosco Adrenalina e os tosquíssimos Celular – Um Grito de Socorro, Os Mercenários e Corrida Mortal. Para não dizer que o mocinho só me faz rever filme vagabundo ele também está em Uma Saída de Mestre, Snacth – Porcos e Diamantes e Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes.

Ufa! Achei que nunca conseguiria parar de escrever. O que quer dizer que eu revejo filmes demais. O pior é que eu sei que muitos outros títulos não estão aqui por puro esquecimento, mas amanhã estarei revendo pela milionésima nona vez. E você? Quais são os filmes que você nunca deixa de assistir?