(Playing for Keep, EUA, 2012)

Drama
Direção: Gabriele Muccino
Elenco: Gerard Butler, Jessica Biel, Noah Lomax, Dennis Quaid, Uma Thurman, Catherine Zeta-Jones, James Tupper, Judy Greer, Iqbal Theba
Roteiro: Robbie Fox
Duração: 105 min.
Nota: 3 ★★★☆☆☆☆☆☆☆

De vez em quando vemos nos noticiários matérias sobre jogadores de futebol profissionais que tiveram fama e altos salários, mas que após a aposentadoria perderam boa parte do dinheiro que ganharam. George (Gerard Butler) é um destes casos. Famoso jogador escocês, ele vestiu a camisa de grandes clubes da Europa, como Liverpool e Milan, e da seleção escocesa, mas hoje mal consegue pagar o aluguel da casa de hóspedes onde mora.

Levado à Virginia pela vontade de refazer a vida e morar próximo aos filho (Noah Lomax) e ex-esposa (Jessica Biel), George acaba se tornando o treinador do time de futebol infantil da região. Ele não apenas conquista a atenção das crianças, como também desperta o interesse das mães.

Partindo da premissa pouco original de um homem que tenta amadurecer para recuperar a família, Um Bom Partido é um filme fraco, recheado de falhas. O roteiro mal escrito, apresenta situações forçadas e peca na construção dos personagens.

Entre os erros de Um Bom Partido estão os personagens secundários da história. O trio de mães loucas para levar o charmoso escocês para cama composto pelas atrizes Judy Greer, Catherine Zeta-Jones e Uma Thurman além de ser caricato, não tem uma relação bem desenvolvida com o protagonista. Elas aparecem em situações não naturais. Denise se apresenta a George numa tarde e à noite envia um e-mail dizendo que está pensando nele; Barb confessa que ainda está traumatizada com o casamento e à noite aparece na casa do treinador para perder o trauma; Patti quer se vingar do marido e adivinha aonde ela vai à noite?

Na lista de personagens toscos ainda temos Carl (Dennis Quaid), o marido rico de Patti, que eleva George à categoria de melhor amigo em poucos dias. Ele é o campeão de aparições nas situações forçadas que o filme apresenta do começo ao fim.

O núcleo central da história não fica atrás nos problemas de desenvolvimento. Apesar de algumas insinuações, não fica claro os porquês que fizeram George perder tudo, não que seja essencial para a história saber do passado dele, mas é primordial num filme como este que o protagonista tenha conflitos melhor elaborados e desafios mais sensatos. Não há uma coisa, nem outra.

George é um bom moço, bonito, carismático e com bagagem futebolística. Existe alguma dúvida de que ele conseguirá emprego num programa de esportes na TV? Tanta a obviedade e principalmente a falta de tensão nas cenas incomodam e muito.

Jessica Biel até tenta, mas a sua atuação também esbarra na deficiente construção da sua personagem. Apesar disso, ela até consegue passar alguma emoção ao ver pai e filho se relacionando. Aliás, os momentos família entre Gerard Butler e Noah Lomax, que interpreta o seu filho Lewis, são as melhores coisas do filme. Fora isto, pouco se salva em Um Bom Partido.

Um Grande Momento:
Treinando na chuva.

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