(Grafir & Bein, ISL, 2014)

Terror
Direção: Anton Sigurðsson
Elenco: Elva María Birgisdóttir, Nína Dögg Filippusdóttir, Björn Hlynur Haraldsson, Magnús Jónsson, Gísli Örn Garðarsson, Ólafía Hrönn Jónsdóttir
Roteiro: Anton Sigurðsson
Duração: 82 min.
Nota: 1 ★☆☆☆☆☆☆☆☆☆

De um tempo para cá, uma crença no cinema de terror começou a ganhar força. Um bom filme do gênero deveria se concentrar nos sustos, assim alcançaria seu objetivo de uma forma mais fácil. Banalizada, a ideia ainda é cheia de adeptos, mas o resultado final já é tão conhecido e tão esperado, que pouco se ganha com isso.

Claro que os sustos são bem vindos quando acompanhados de um roteiro que saiba justificá-los, mas aquele cinema baseado exclusivamente nesta reação já não tem mais espaço. Mesmo assim, o filme islandês Túmulos e Ossos segue exatamente essa receita e, claro, frustra o espectador.

Misturando mal uma história de corrupção a outra de casa assombrada, separadas por créditos iniciais apresentados de um jeito estranho, tudo o que se vê na tela já foi visto muitas vezes. O roteiro não se dedica a nenhuma das duas histórias, deixando de lado o cuidado com personagens – há personagem que some no meio do filme inexplicavelmente – e com a coerência das situações. A história da sobrinha, uma peça chave do filme, é mal elaborada e injustificada.

Para complicar mais a situação, Björn Hlynur Haraldsson (Jar City) não consegue se encontrar como o protagonista do filme, um homem atormentado pelas denúncias que o acusam de corrupção, a perda da filha, o casamento em crise e os acontecimentos sobrenaturais. Até mesmo coisas simples soam falsas em sua atuação.

Outro problema está na montagem. A despeito de um roteiro cheio de buracos, o filme parece querer ressaltar coisas que já são mais do que sabidas por quem o assiste. A história da corrupção, que abre o filme em uma discussão e já estava clara, mas retorna em um flashback completamente fora de lugar e depois, mais uma vez, em outra discussão.

Se o todo está desarrumado, ficam os sustos. Mas nem esses são tão eficientes assim. Apesar de alguma tensão nas primeiras passagens, sempre antecipadas pela trilha, o é outro problema, a partir de um ponto tudo fica muito pouco significativo. Nem mesmo a preocupação em esconder o motivo do medo por muito tempo o diretor Anton Sigurðsson (Secret and Lies) tem em sua estreia com longas-metragens. Para piorar, a representação do que assusta também deixa a desejar.

Um filme de terror que não se preocupa com o básico e fracassa naquilo que acha que deve fazer.

Um Grande Momento:
Nenhum.

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