(3 Coeurs, FRA/ALE/BEL, 2014)

Drama
Direção: Benoît Jacquot
Elenco: Benoît Poelvoorde, Charlotte Gainsbourg, Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve
Roteiro: Julien Boivent, Benoît Jacquot
Duração: 106 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Ah, as armadilhas do destino. Aquele que dificilmente resiste aos desencontros. Três Corações é basicamente um filme sobre a frustração e sobre como as vidas são construídas por caminhos diversos daquele que esperávamos.

O interesse pelo tema aumenta logo na primeira checagem da ficha técnica. Um filme com Charlotte Gainsbourg, Chiara Mastroianni e Catherina Deneuve é de encher os olhos de qualquer um. O interesse, porém, dura até que os defeitos comecem a chamar mais atenção do que o enredo em si. Sobra trilha sonora e falta cadência.

Sylvie vive uma vida frustrada e sem sentido. Prestes a se mudar para os Estados Unidos com o marido. Em uma noite, andando pela pequena cidade onde mora, conhece por acaso Marc. Os dois exploram o local com uma longa caminhada e muita conversa. Interessados um pelo outro, combinam um encontro em Paris.

Porém, os dois não se encontram. Tempos depois, Marc, que é auditor fiscal, oferece ajuda à Sophie. Dona de um antiquário naquela mesma cidade pequena, ela não sabe como resolver o seu problema com os impostos. Os dois acabam ficando juntos.

Uma mistura menos envolvente e comovente de Antes do Amanhecer e Tarde Demais para Esquecer, o longa-metragem não consegue envolver. Apesar de momentos inspirados, principalmente pelas interpretações dos atores, o conjunto não consegue funcionar.

É como se sobrassem arestas a se aparar em todas as partes e, consciente disto, o diretor usa o tempo todo artifícios para trazer o público para uma história que, mesmo tendo muito poder, não chega lá. Faz pensar, mas de uma maneira mais artificial e distante do que deveria.

O destaque absoluto é a presença silenciosa e marcante de Deneuve. Ela domina todas as cenas das quais participa.

Um Grande Momento:
A mãe que percebe tudo.

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