(Time Lapse, EUA, 2014)
Ficção Científica
Direção: Bradley King
Elenco: Danielle Panabaker, Matt O’Leary, George Finn, John Rhys-Davies, Amin Joseph, Jason Spisak
Roteiro: Bradley King, Bp Cooper
Duração: 104 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Há um elemento muito presente nas produções de ficção científica que consegue tornar charmoso o pior dos filmes: a manipulação do tempo. Histórias que ocorrem em realidades temporais diversas, que permitem modificações do passado por parte dos personagens ou que se confundem nessas mudanças de camadas.

Time Lapse é um filme que tem tudo para ser classificado como B logo nos primeiros minutos. Não existe um apuro na construção do ambiente, o roteiro não é nenhuma preciosidade e os atores, por mais esforçados que sejam, não conseguem imprimir atuações dignas de nota. Porém, a brincadeira com o tempo envolve o espectador.

Finn é um pintor frustrado que trabalha como zelador no prédio onde mora. Ele divide o apartamento com sua namorada, Callie, e com o melhor amigo Jasper, um viciado em apostas que não trabalha. Um dia, o morador do apartamento em frente ao deles desaparece e, ao investigar, os três descobrem uma máquina fotográfica que é capaz de fotografar o apartamento deles 24 horas no futuro.

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O roteiro, machista em muitos aspectos, tem vários outros problemas, como a péssima definição dos personagens, e só sobrevive graças à curiosidade do espectador, que não consegue abandonar o filme sem saber o que vai acontecer àqueles personagens. Depois de algumas viradas, quando tudo parece estar indo por um caminho completamente equivocado e sem sentido, Time Lapse consegue se explicar.

Obviamente a manipulação do espectador é clara, mas tudo fica tão amarradinho, e a inversão no sentido das coisas faz com que o que se viu até então volte a ser revisitado mentalmente. Só este movimento já demonstra como o tema é capaz de provocar um tipo de ligação tão automática com o espectador, que o filme ganha seus pontos.

Não é nada demais, mas é um programa divertido para dias em que não há muito mais coisa para fazer.

Um Grande Momento:
Descobrindo o tempo.

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