(Strange Girls, EUA, 2007)

Se a abertura de um filme mostra um homem de vestido se matando sem querer em um acidente auto-erótico (antes da história do David Carradine nem sabia que este termo existia) a gente já fica sem a menor idéia do que esperar do resto. Strange Girls consegue ser imprevisível por muito tempo.

Duas irmãs gêmeas não se comunicam com o mundo exterior e, por isso, passam vários anos internadas em um asilo para doentes mentais. Poucos dias antes da data marcada para a alta, uma nova médica assume o caso e acha melhor deixá-las lá por mais um tempo.

Com um começo muito interessante, uma trilha sonora na medida certa e uma detalhista e preocupada direção de arte de Steve Tolin, o filme chama a atenção. A dupla de atrizes principais também é muito boa e o elenco segue bem na qualidade.

A história do filme também é superinteressante e não fica se deixando levar pelos clichês permitidos em relações como esta. O roteiro tem falas inteligentes e o trânsito entre os pensamentos da irmã e a realidade é bem legal.

O filme segue redondinho e em um ritmo bom até a metade, quando começa a se perder um pouco no ritmo. Situações repetidas e momentos previsíveis são bem chatinhos e o final é muito fraco. As últimas cenas, por exemplo, são completamente inúteis.

Mas, mesmo com um desfecho negativo, o filme é interessante e traz uma história curiosa sobre a obsessão das duas irmãs.

Um Grande Momento

A briga na hora do chá.

Próximas sessões: 28/06, às 19h30 (sala 4); 29/06, às 21h (sala 3)

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Suspense
Direção: Rona Mark
Elenco: Angela Berliner, Jordana Berliner, Kasey Daley, George Drennen, Michael Gilbert, Meritt Latimore, Joanna Lowe, Andre Delawrence Rice Jr., Alem Brhan Sapp
Roteiro: Rona Mark
Duração: min.
Minha nota: 6/10