(Star Wars: Episode VI – Return of the Jedi, EUA, 1983)

Ficção Científica
Direção: Richard Marquand
Elenco: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Billy Dee Williams, Anthony Daniels, Peter Mayhew, Sebastian Shaw, Ian McDiarmid, Frank Oz, James Earl Jones, David Prowse, Alec Guinness, Kenny Baker, Jeremy Bulloch,
Roteiro: George Lucas, Lawrence Kasdan
Duração: 131 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

E, com Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi, chegamos ao fim da trilogia que mudou o cinema para sempre, tanto na abordagem e elaboração dos efeitos visuais, como no modo de lançar títulos seriados que se reverteriam em grandes somas de dinheiro.

Luke Skywalker já sabe a verdade sobre suas origens, já avançou em seu treinamento jedi e continua lutando ao lado dos amigos da aliança rebelde pela libertação da galáxia do domínio do Império, dominado pelo lado negro da força.

Além da trama principal, O Retorno de Jedi investe mais tempo em tramas paralelas, como o resgate de Han Solo, congelado em um bloco de carbonite por Jabba the Hut, a quem devia dinheiro, e a chegada à terra dos Ewoks, criaturas fofinhas que não recebem os forasteiros nada bem.

Com as expectativas em alta, depois da surpresa de Uma Nova Esperança e do acerto com O Império Contra-Ataca, o terceiro longa-metragem – sexto de acordo com a nova contagem inventada por Lucas depois – mais decepciona do que agrada os fãs da saga.

O roteiro retorna à superficialidade do primeiro filme, mas sem a surpresa da tecnologia que elevava o status daquela produção, além de investir tempo e esforços demais na tentativa de sempre impressionar com novas espécies e uma nova trama, muito menos interessante e tensa do que aquela criada pelo segundo filme.

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Claro que ainda há muita ação, boas cenas de batalha e aquele humor maroto personificado nas figuras de Han Solo e C3PO mas, perdidas em um apanhado sem muito conteúdo, tudo parece excessivo e forçado demais. Os melhores momentos são aqueles que conseguem se fixar em tramas anteriores, como a tentativa de conversão de Luke por Darth Vader e o imperador em pessoa.

É como se o longa-metragem tentasse, a todo momento, resgatar uma história já esgotada, mas que precisava de um desfecho adequado, com a resolução do conflito entre o bem o mal. Não que fosse algo impossível de ser alcançado, mas o trabalho na criação de situações e nos diálogos foi deixados de lado para criar outros elementos que pouco acrescentam à trama.

A impressão é a de que Lucas marcou um encontro com velhos amigos, mas a festa aconteceu na casa de algum chato, muito mais sem graça do que o esperado. Especialista em produtos televisivos, Richard Marquand (O Fio da Suspeita), o nome escolhido para a direção, parece não ter a preocupação demonstrada por Irvin Kershner no aprofundamento de personagens e se contenta com a costura de histórias também superficiais.

O problema, é claro, começa no roteiro, assinado pelo próprio George Lucas e pelo ainda iniciante Lawrence Kasdan, que, depois do sucesso com O Império Contra-Ataca, mostrou suas qualidades com a aventura Caçadores da Arca Perdida e o suspense Corpos Andentes – que também dirigiu -, mas não conseguiu prevalecer sobre o dono da história.

Neste apanhado de pequenas decepções, resta ao espectador acompanhar o desenrolar da história, o que é facilitado pela intimidade que o mesmo já tem com as figuras que acompanha. Afinal de contas, ali estão todos os ícones que surgiram nos últimos seis anos e que, além de estarem presentes até aqui, continuarão fazendo parte da vida cinéfila de cada um deles.

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Não chega a ser um filme ruim, mas se esperava algo muito melhor do que isso. Ou seja, a expectativa acabou diminuindo muito mais o filme. Ainda assim, Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi consegue ser muito superior à trilogia da saga que conta a história de Darth Vader lançada anos depois.

E, apesar da desnecessária e quase ridícula comemoração dos Ewoks, tem um bom desfecho para a história iniciada em 1977.

Curiosidade

Com o tempo e o surgimento de novas tecnologias, George Lucas achou que ficaria bem reeditar a trilogia original incluindo algumas das inovações nos filmes. Obviamente, o resultado não deu certo e mais deixou tudo esquisito do que qualquer outra coisa.

Em O Retorno de Jedi, Lucas comete as maiores atrocidades que alguém poderia cometer em uma obra. Além de trocar digitalmente a figura do imperador, substituindo-a pela do ator que assumiria o papel nos filmes I, II e III da nova trilogia, ele apaga a existência de Sebastian Shaw do longa-metragem, colocando Hayden Christensen, o novo Anakin, em seu lugar.

Igualzinho ao discurso proferido por ele no congresso americano em que pregava o direito das obras. Só que não.

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Um Grande Momento:
“Eu sou um jedi.”

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