(Star Wars: Episode III – Revenge of the Sith, EUA, 2005)

Ficção Científica
Direção: George Lucas
Elenco: Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christensen, Ian McDiarmid, Samuel L. Jackson, Jimmy Smits, Frank Oz, Anthony Daniels, Christopher Lee, Keisha Castle-Hughes, Silas Carson, Jay Laga’aia, Bruce Spence, Wayne Pygram, Temuera Morrison, Kenny Baker, Joel Edgerton
Roteiro: George Lucas
Duração: 140 min.
Nota da Cecilia: 6 ★★★★★★☆☆☆☆
Nota do Rodrigo: 7 ★★★★★★★☆☆☆

E finalmente, depois de algum sofrimento, com Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith, chegamos ao final da trilogia que George Lucas fez para completar aquela história que começou lá em 1799 sobre cavaleiros jedis, lordes siths e muitos planetas envolvidos.

Agora, três anos depois do primeiro uso do exército de clones e o começo efetivo da guerra, o chanceler Palpatine é sequestrado pelos separatistas. Anakin Skywalker, que já deixou de ser um padawan, e seu mestre Obi Wan Kenobi são designados para o resgate.

Após o resgate, o jovem jedi fica muito mais próximo ao chanceler, o que causa muita desconfiança no conselho. Além do descontrole habitual e do constante complexo de superioridade, um sonho recorrente tem preocupado Anakin. Nele, Padmé, que está grávida, morre dando à luz.

O começo volta àquele exagero de A Ameaça Fantasma em uma cena que lembra montagens aleatórias de Lego, com muitas cores e muitas droides diferentes que voam e atacam copilotos fazendo muitos barulhos. Possivelmente é daqui a inspiração para a bagunça na cozinha de Transformers – A Vingança dos Derrotados.

O roteiro aqui se mostra um pouco mais inseguro sobre qual caminho seguir. E quando bate a insegurança, George Lucas parte para o humor, que, como no primeiro filme, nem sempre casa bem com a situação. Mas, ainda se deparando com velhos problemas, há um andamento melhor da trama e o ritmo acaba envolvendo os espectadores.

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Os personagens, por outro lado, têm problemas graves. A tentativa de aumentar a relevância de R2-D2 como guerreiro, por exemplo, é até interessante, mas acaba contrariando o robô que acompanhamos a tanto tempo e por tantas épocas diferentes. A instabilidade não é uma exclusividade do copiloto, vários outros personagens sofrem do mesmo mal.

É como se todas as atenções do criador estivessem voltadas para o vilão do filme e para a virada que revela tudo aquilo que todos já tinham antecipado (até por terem assistido aos filmes da trilogia original). Nem mesmo Anakin consegue sobreviver ao descaso. Ainda envolto em um grosso manto de melodrama, seu personagem acaba muito mais ingênuo do que se esperava – quase um tapado que está sempre ouvindo a frase “use a sua percepção” – e perdido entre reviravoltas e motivações rasas demais.

É estranho que um personagem que tenha a dualidade trabalhada por dois filmes inteiros (vamos considerar que o primeiro trabalhou isso também) de repente vire uma marionete que age de acordo com os pedidos de uma outra pessoa. Mesmo sabendo que o poder do lado negro da Força é absurdo, ele sempre se achou o maior de todos e, de repente, isso muda? E o objetivo era um, mas não há nenhuma revolta quando ele não é atingido?

A despeito da fraqueza dos personagens, o filme tem boas cenas de luta e de tensão, ainda que a quantidade de inovações visuais e efeitos especiais canse mais do que surpreenda, mas isso já era esperado, uma vez que todos os filmes anteriores sofriam exatamente do mesmo mal.

No fim das contas, Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith não deixa tanto a desejar quando se fala de um filme de ação com ficção científica, mas chegaria muito mais longe se tivesse um roteiro empenhado e realmente dedicado em construir o passado de um dos personagens mais icônicos do cinema.

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Curiosidades

O nome do episódio tem uma história curiosa. Na trilogia anterior, o estúdio queria que o nome do filme tivesse Vingança no título, ou seja, a Vingança do Jedi. Depois de algum tempo, George Lucas voltou atrás da decisão, pois um jedi jamais se vingaria. Como agora ele está falando de um sith, nada mais apropriado para o título.

Sem dúvida, esse foi, de toda a trilogia, o filme melhor recebido pelos fãs.

Diferente do filme anterior, que ajudou no resultado, o filme foi a melhor bilheteria de 2005.

Para dar mais realismo à cena, George Lucas fez com que o ator vestisse um figurino de Darth Vader muito mais pesado do que o habitual.

Um Grande Momento:
No templo.

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