(Star Wars: Episode II – Attack of the Clones, EUA, ANO)

Ficção Científica
Direção: George Lucas
Elenco: Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christensen, Christopher Lee, Samuel L. Jackson, Frank Oz, Ian McDiarmid, Pernilla August, Jimmy Smits, Ahmed Best, Rose Byrne, Joel Edgerton, Daniel Logan, Anthony Daniels, Kenny Baker
Roteiro: George Lucas, Jonathan Hales
Duração: 142 min.
Nota da Cecilia: 6 ★★★★★★☆☆☆☆
Nota do Rodrigo: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Depois do complicado começo com A Ameaça Fantasma, George Lucas deu uma modificada nas coisas para Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones. Entre as mudanças, a mais importante delas foi compartilhar o roteiro com mais alguém. O escolhido foi o inglês Jonathan Hales, conhecido por roteirizar séries para televisão sobre Indiana Jones e por O Escorpião Rei. Não que esse fosse o nome ideal, mas só de haver outra pessoa para frear o diretor e ajudá-lo a direcionar as coisas, já foi um grande avanço.

Menos entregue ao humor pouco eficaz do título anterior, o longa-metragem faz aquilo que não tinha sido feito antes, equilibra a história contada com o visual criativo e encorpado possibilitado pelas novas tecnologias. Tudo bem que ainda sobra um pouco do desespero visual, mas há aqui uma linha narrativa consistente e até percebe-se a intenção melodramática de Lucas, que havia passado batida antes.

Dez anos depois da tomada de Naboo, o movimento separatista ganhou forças para destruir a República. Seu maior trunfo são as tropas de droides, que dificilmente são derrotadas. Uma das soluções para o problema é a criação de um exército de clones para ajudar os jedis a combater as máquinas inimigas. Padmé Amidala, que deixou de ser a rainha mas assumiu como senadora, está a caminho do senado para votar contra a criação do exército e sofre um atentado.

Para a proteção da congressista, o Conselho Jedi determina que Mestre Obi-Wan Kenobi e seu pupilo Anakin Skywalker cuidem de sua segurança. Depois de tanto tempo, Anakin, agora um homem, não vê a hora de se reencontrar com Amidala.

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Pela sinopse já se percebe que a trama política vai finalmente dividir espaço com a história de amor que gerou os heróis da trilogia original. E, como adiantado, George Lucas pesa a mão nos momentos melosos e cafonas de seu amor. São cenários bucólicos – breguíssimos diga-se de passagem, sofrimento e amor ideal, uma coisa meio árcade, meio romântica.

A trama dos dois pombinhos divide espaço com a recuperação daquela mitologia que quase não conseguiu ser mostrada no filme anterior e relembra a todo instante a profecia que determina um ser – o mais poderoso de todos – como a única possibilidade de paz intergalática. Além disso, o roteiro cria outros caminhos, há uma trama exclusiva do Conselho Jedi, várias maracutaias e manipulações políticas, e toda a história por trás da criação do exército de clones.

O melhor, ainda que seja óbvio e completamente previsível, dado que já conhecemos o futuro do personagem, está na instabilidade de Anakin. Sempre desgostoso e enfurecido, o jovem faz um esforço danado para seguir os ensinamentos jedis, mas sem muito sucesso. Porém, é aqui que Lucas se empolga novamente e acaba perdendo a mão da situação. Sequências longas ao extremo, como o resgate da mãe, que pode até ser um momento chave, vem contar aquilo tudo que já foi percebido e não precisava ser tão longa assim.

Ataque dos Clones baseia-se muito na alternância de ambientações, além de muito visual futurista, do planeta com as criaturas mais curiosas e bonitas de toda a galáxia – os kaminoanos – e do exagero brega da ilha de amor em Naboo, o filme traz alguns cenários mais próximos daquilo que conhecemos, como na perseguição à mercenária no meio da cidade, que lembra de longe a Los Angeles de Blade Runner, o Caçador de Androides, filme protagonizado por Harrison Ford, o eterno Han Solo.

Ainda sobra muita coisa e o exagero domina o resultado final deste que foi o mais caro e mais longo de todos os filmes da franquia. Mas Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones é muito melhor acabado e reserva uma trama boa engatilhada para o próximo filme.

Está longe de ser um bom prequel para a trilogia, mas depois do balde de água fria que veio com A Ameaça Fantasma, até consegue ganhar alguns pontos. Nada como contar com a falta de expectativas.

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Curiosidades

O efeito negativo de A Ameaça Fantasma foi sentido nas bilheterias. Ataque dos Clones foi o único filme da franquia que não conseguiu estar no topo das bilheterias no ano em que foi lançado.

Esta é a primeira vez que vemos o rosto do novo Anakin Hayden Christensen, ou aquele que tomou o lugar de Sebastian Shaw no final de O Retorno do Jedi, numa ideia absurda e condenável de George Lucas para modernizar sua história. Pelo menos Shaw, que faleceu em 1994, não viu o que fizeram com ele. Sobre isso, vale ler o discurso do diretor em defesa das obras, que parece ter deixado de valer para ele.

Manipulado, o senado vota para fazer com que o chanceler Palpatine, emergencialmente, tenha mais poderes para enfrentar a aliança separatista. Foi desse mesmo modo que Adolf Hitler tornou-se o ditador que todos conhecem.

Na cena em que Obi-Wan e Anakin vão procurar a mercenária no bar, vários membros da equipe aparecem, entre eles estão os atores Ahmed Best, a voz de Jar Jar Binks, e Anthony Daniels,o C3PO.

O design dos sabres de luz foi escolhido pelos atores. Hayden Christensen, o Anakin, foi o único que não quis escolher e preferiu usar um sabre idêntico ao dado por Obi Wan a Luke. Apesar de muitas histórias por trás do sabre de luz de Mace Windu, a verdade é que ele é roxo porque essa é a cor favorita de Samuel L. Jackson.

Colaboração Rodrigo Strieder.

Um Grande Momento:
A perseguição à mercenária.

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