(Star Trek, EUA/ALE, 2009)

Desde que sou pequena conheço Jornada nas Estrelas. Filha de um fã da série sabia quem eram alguns dos personagens, mas sempre me confundia com os nomes. Depois de mais velha passei a ver alguns episódios das séries mais novas, mas ainda sem muita atenção. A coisa mudou mesmo com um namorado que, fã de carteirinha, me fez assistir a vários episódios e a todos os filmes lançados depois do seriado original.

Claro que a confusão de nomes permaneceu, mas o universo da U. S. Enterprise já era bem mais familiar. Mas depois de tanto tempo sem uma novidade e do fim do namoro, as aventuras da Frota Estrelar foram ficando para trás e, pelo visto, esfriaram na vida de muitas pessoas, não só na minha.

Com o lançamento do novo filme, a coisa tinha uma chance de mudar, além de chamar a atenção de um monte de gente que nunca ouviu falar do planeta Volcano e muito menos sabia que existiam romulanos voando por aí.

Tinha chances de dar errado, mas nas mãos J. J. Abrams (Missão Impossível 3), um dos produtores mais bem sucedidos da atualidade e Trekkie, elas eram pequenas.

Na tela, vemos a história recontada de James T. Kirk, um jovem rebelde e que inconformado com a morte do pai e a ausência da mãe passa os dias aprontando todas, até que acaba sendo convidado para ingressar na Frota, onde seu pai servira e morrera.

Durante os treinamentos, Kirk conhece Spock, um inteligente e dedicado volcano e, mesmo sem se darem muito bem, os dois precisam agir juntos para salvar o planeta Terra de uma vingança.

No final das contas o filme é bem interessante e sabe como aproveitar bem os muitos efeitos especiais. Rever muitos dos personagens é divertido, mesmo para aqueles que só conhecem os nomes principais.

O roteiro de Roberto Orci e Alex Kurtzman (Transformers) sabe como dosar as ações e consegue se explicar na maioria das vezes, mas escorrega aqui e ali, principalmente quando a intenção era homenagear a antiga série de televisão.

A participação do diretor e eterno Spock, Leonard Nimoy, por exemplo, foi muito legal e completamente merecida, mas foi mais esticada do que precisava. Outras situações são tão coincidentes que acabam atrapalhando também.

Por outro lado, as modificações justificadas por uma realidade aleatória, já que algo alterou o passado, possibilitaram muitas novas histórias interessantes. Uma delas é o distanciamento de Kirk e Uhura, quando os dois foram os protagonistas do primeiro beijo inter-racial da televisão, e a proximidade da tenente com Spock.

O filme acabou sendo uma ótima maneira de chamar novamente, ou pela primeira vez, a atenção do público para a antiga história e criar mais uma franquia de filmes em série.

Mas, independente de motivos e pretensões, é uma excelente diversão para o pessoal que gosta de tramas espaciais, com muitas naves e teletransportes. Aqueles que gostam de filmes agitados também não podem perder.

Os fanáticos pelo seriado podem achar uma ou outra coisa ruim, mas no final das contas vão gostar de rever os personagens e todo aquele maquinário tecnológico.

Um Grande Momento
O teletransporte para a nave romulana.

Logo-Oscar1Oscar 2010
Melhor Maquiagem (Barney Burman, Mindy Hall, Joel Harlow)

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Submarino

 

Ficção Científica
Direção: J. J. Abrams
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Leonard Nimoy, Eric Bana, Bruce Greenwood, Karl Urban, Zoe Saldanha, Simon Pegg, John Cho, Anton Yelchin, Ben Cross, Winona Ryder
Roteiro: Gene Roddenberry (série), Roberto Orci, Alex Kurtzman
Duração: 126 min.
Minha nota: 8/10