(Spring, EUA, 2014)

Horror
Direção: Justin Benson, Aaron Moorhead
Elenco: Lou Taylor Pucci, Nadia Hilker, Vanessa Bednar, Shane Brady, Francesco Carnelutti, Vinny Curran
Roteiro: Justin Benson
Duração: 109 min.
Nota: 4 ★★★★☆☆☆☆☆☆

Ainda que seja recheado de uma certa inventividade, com boas e criativas ideias, Spring se atrapalha na facilidade com que casa seus acontecimentos. Evan é um cara lascado que acabou de perder a mãe pouco tempo depois de perder seu pai. Ele vai a um bar com o melhor amigo doidão e bebe um bocado para esquecer. Bêbado começa uma briga e acaba tendo que fugir do país.

No táxi, pelo telefone, compra passagem para o primeiro voo. Justamente para a Itália, lugar para onde iria com seu pai antes dele falecer e é por isso que já está pronto para viajar. Lá, encontra parceiros de viagem e vai parar em uma pequena cidade, onde se apaixona perdidamente por uma mulher.

É no excesso de justificativas, como se o público não fosse capaz de compreender, que está o principal problema do longa-metragem. Ele está fugindo, porque aquele cara vai querer matá-lo, ele tem o passaporte porque iria viajar com o pai um pouco antes, ele vai pra Itália, justamente aquele lugar que ele falou para onde ia com o pai. Isso só para enumerar os que acontecem no começo do filme.

Dirigido pela dupla Justin Benson e Aaron Moorhead, que já assinaram juntos o longa-metragem Revolution, há no filme uma insegurança prejudicial. Com boas ideias visuais, um argumento interessante de Benson e a Itália como pano de fundo, dava para fazer mais.

Ainda assim, a história entre Evan e Louise tem lá seus bons momentos, principalmente na questão da dominação dela e, obviamente, na inusitada revelação que vem a seguir, da qual é melhor não falar para não estragar a surpresa de quem vai assistir ao filme.

É a partir de então que o filme consegue encontrar alguma graça, misturando gêneros como terror, romance e comédia. Antes disso, temos boas passagens com a participação de Francesco Carnelutti como o fazendeiro caladão e apaixonado que emprega o turista americano.

Spring tem ainda a seu favor as belas locações de Puglia e Conversano, na Itália, e o inesperado de toda a história que conta. Mas, como a insegurança só abandona a dupla de diretores quando eles querem ousar mais do que precisam nos planos, termina sendo um filme menor do que poderia.

Lá no final, dá pra gente lembrar um pouco de Antes do Amanhecer.

Um Grande Momento:
Na igreja.

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