(Spring Breakers, EUA, 2013)

Drama
Direção: Harmony Korine
Elenco: James Franco, Selena Gomez, Vanessa Hudgens, Ashley Benson, Rachel Korine, Gucci Mane, Heather Morris, Ash Lendzion, Emma Holzer, Lee Irby
Roteiro: Harmony Korine
Duração: 94 min.
Nota: 3 ★★★☆☆☆☆☆☆☆

Que a juventude mundial sofre de uma clara falta de limites, todo mundo sabe. Que se faça filmes sobre isso, natural também. Mas isso não basta para explicar o que é o equivocado Spring Breakers: Garotas Perigosas. A tentativa de crítica é insuficiente, assim como as péssimas escolhas para criar um filme de ação politicamente incorreto.

Quatro amigas desde o primário planejam uma viagem durante o spring break, aquele recesso que no Brasil ficou conhecido como semana do saco cheio, mas não têm dinheiro para isso. A única solução encontrada pelas meninas é pegar suas arminhas de brinquedo e assaltar uma lanchonete. Cheias de dinheiro elas partem para a “semana da primavera”.

Das quatro desmioladas, uma é uma fervorosa religiosa e três só pensam em sexo e drogas. Juntas elas chegam à Flórida e o que encontram por lá não é diferente daquilo que já foi visto em filmes adolescentes ou nos antigos programas de wild girls: muita bebida alcoólica e super exposição de corpos adolescentes. O consumo de variadas drogas ilícitas e uma certa violência são acrescentados sem muita medida pelo diretor e roteirista Harmony Corine.

Ao som de rap e algumas canções da diva pop Britney Spears vemos as inconsequentes adolescentes deixar a vida de aprontações recreativas sem limites. Quando começam a conviver com Alien, um rapper mafioso do local, começam a frequentar lugares onde a criminalidade atingiu um outro nível. A adequação das jovens àquele submundo assusta.

A mensagem do filme é clara, mas o resultado final não convence e não consegue envolver. Repetitivo ao extremo, equivocado nas ambientação das cenas violentas e cheio de imagens vazias, confunde-se ao tratar de religião e de características marcantes da adolescência. Irrita muito mais do que qualquer outra coisa.

Mas não deixa de ser curioso ver Selena Gomez e Vanessa Hudgens, antigas musas mirins da Disney, em trajes sumários durante quase a todo tempo e em um filme tão policamente incorreto. Por falar em elenco, nenhuma das atrizes faz feio, assim como James Franco, que dá vida a Alien, o rapper mafioso.

Ainda assim, mesmo que tenha alguma qualidade, tentar imprimir no roteiro e edição o modo de apreensão de uma juventude perdida não funciona. A experiência acaba sendo tão vazia quanto as vidas retratadas nas telas. Sofia Coppola, com muito menos, chegou muito mais longe.

Um Grande Momento:
Nenhum.

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