( Showgirls, EUA/FRA, 1995)

Drama

Direção: Paul Verhoeven

Elenco: Elizabeth Berkeley, Kyle MacLachlan, Gina Gershon, Glenn Plummer, Lin Tucci, Alan Rachins

Roteiro: Joe Eszterhas

Duração: 128 min.

Em dúvida entre fazer um tratamento de canal ou assistir a um filme? Existe alguma chance do filme ser Showgirls? Se a resposta for sim, vá feliz ao dentista.

A bomba de Verhoeven é quase uma unanimidade. Eu, por exemplo, não conheço nenhuma pessoa que tenha gostado do filme. Nem a descrição da distribuidora é boa:

“Uma jovem mulher, decidida a fugir de seu tumultuado passado, vai para Las Vegas com o objetivo de tornar-se dançarina, mas logo tem toda a sua bagagem roubada. No entanto, faz amizade com uma costureira, que trabalha no showbiz, e as duas passam a dividir um modesto local. Para sobreviver, começa a trabalhar como stripper em uma casa noturna de reputação duvidosa e, em virtude do seu belo rosto e de um corpo escultural, também atrai clientes, que desejam fazer com ela a “dança do colo”, na qual ela pode fazer tudo com um homem mas ele não pode tocá-la. Com o tempo, ela passa a ser corista no show de um grande cassino, mas surge uma rivalidade indisfarçável entre ela e a estrela do show. Até que, quando ela começa a se envolver com o responsável pelos espetáculos, fica claro que o cassino é pequeno demais para ela e sua rival.”

O problema todo é que quando eu assisti ao filme, não tinha descrição, nada. Estava passando na HBO e eu parei para ver. Uma péssima Elizabeth Berkeley encarna o papel da coitadinha e compete com todo o elenco para ver quem consegue interpretar pior.

O roteiro é uma zona. Parece que as páginas foram jogadas para cima e somente aquela que o diretor sorteou foram filmadas. Não tem seqüência, sentido lógico e nem segue um padrão.

As cenas de nudez e sexo, que são muitas, chegam a ser engraçadas e as coreografias dão vontade de chorar.

Tão ruim que foi premiado como pior filme no Festival dos Críticos de Dallas e no Troféu Framboesa. Em 2000 foi eleito o pior filme dos anos 90.

Fuja o quanto puder. A exposição exagerada à tanta coisa ruim (o filme tem duas horas) pode causar, além de muita raiva, dor de cabeça.

Um Grande Momento

O filme é um grande momento de desperdício de vida e de neurônios.



Prêmios e indicações
(as categorias premiadas estão em negrito)

Framboesa (1996): Pior Filme, Pior Diretor, Pior Atriz (Elizabeth Berkley), Pior Ator (Kyle MacLachlan), Pior Atriz Revelação (Elizabeth Berkley), Pior Ator Coadjuvante (Alan Rachins), Pior Atriz Coadjuvante (Gina Gershon), Pior Atriz Coadjuvante (Lin Tucci), Pior Roteiro, Pior Canção (Walk into the Wind), Pior Refilmagem ou Seqüência, Pior Casal em Cena (por qualquer combinação de duas pessoas)

Framboesa (2000): Pior Filme da Década

Framboesa (2005): Pior Filme dos Últimos 25 Anos