(The Magnificent Seven, EUA, 2016)
Faroeste
Direção: Antoine Fuqua
Elenco: Denzel Washington, Chris Pratt, Ethan Hawke, Vincent D’Onofrio, Byung-hun Lee, Manuel Garcia-Rulfo, Martin Sensmeier, Haley Bennett, Peter Sarsgaard, Luke Grimes, Matt Bomer, Jonathan Joss, Cam Gigandet
Roteiro: Richard Wenk, Nic Pizzolatto
Duração: 132 min.
Nota: 8 ★★★★★★★★☆☆

Com direção de Antoine Fuqua (Dia de Treinamento) e grande elenco, o clássico Sete Homens e um Destino ganha remake com tom mais violento, belíssima fotografia e uma trilha sonora que mantém as tradições do Western americano, despertando o sentimento saudosista.

Remakes podem ser instigantes ou frustrantes. Com o aumento desse tipo de produção, os filmes já “nascem” em meio a controvérsias. Na maioria das vezes, são repetições e não novas adaptações, assim estão na tênue linha tênue entre o se manter fiel ao original, apenas com uma nova roupagem e sendo classificado como dispensáveis ou oportunistas, e o propor algo novo, correndo o risco de estragar a história ou, enfim, realizar algo diferente com alguma relevância.

Nesse trincheira, o novo Sete Homens e um Destino é bastante ardiloso, pois, salvo algumas mudanças no roteiro e personagens, a história é basicamente a mesma. Fazendeiros de um pequeno vilarejo são explorados e ameaçados por bandidos e assassinos liderados por Bogue (Peter Sarsgaard). Eles terão 3 semanas para aceitar a proposta irrisória de compra de suas terras, do contrário sofrerão as consequências.

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Assim, Emma Cullen (Haley Bennett) é a mulher que toma as rédeas daquele problema e parte em busca de ajuda, substituindo o lugar de homens no filme original. Numa cidade próxima encontra Sam Chisolm (Denzel Washington) e o contrata para o serviço. Sam aceita a proposta com alguma relutância, mas parte para buscar outros parceiros e formar sua equipe.

Neste novo filme, nem vilão e nem o povoado invadido são mexicanos, como na versão anterior. Entre os personagens principais estão um índio, um oriental e a figura de Denzel como protagonista e líder dos sete, seguindo um interessante caminho de inclusão em um cinema que foi tanto tempo marcado por preconceitos.

O grande mérito de Sete Homens e um Destino é a ação, pois essa é sua proposta. Seja na parte estética de figurino, fotografia, trilha sonora e closes bem próximos aos olhos de Denzel Washington, numa clara referência ao clássico Era uma vez no Oeste, as cenas de ação e tiroteio são o ponto alto do longa. Porém, o longa não se faz apenas de tiros e explosões, mas de uma tensão constante onde o público não sabe quem vai ser o primeiro a puxar o gatilho em cada um dos duelos.

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Quanto às atuações, Denzel Washington e Chris Pratt ganham maior destaques não só nos tiros que desferem mas em diálogos divertidos entre eles. Ethan Hawke como Goodnight Robicheaux é talvez o personagem mais profundo, um exímio atirador com sérios problemas de confiança e repulsa à violência. Byung-Hun Lee emplaca boas cenas de ação com facas e Vincent D’Onofrio é Jack Horne, um excêntrico caçador de índios que em meio a matança invoca sempre o nome de Deus.

Embora presente entre os sete, Martin Sensmeier, o índio Red Harvest e Manuel Garcia-Rulfo o latino fora da lei Vasquez tem menor destaque. O ponto fraco no elenco e no filme talvez seja o vilão, interpretado por Peter Sarsgaard, que tem aliás uma boa primeira aparição, mas insiste numa mesma expressão de desprezo e frieza que ao fim se mostra mentirosa e repetitiva.

Refilmagem do clássico de 1960, que por sua vez é uma adaptação de Os Sete Samurais de Akira Kurosawa, Sete Homens e um Destino cumpre com o que se propõe, pode se dizer uma homenagem a um gênero menos explorado nos dias de hoje, mas que, para a história do cinema, tem grande importância.

Um Grande Momento:
Batalha final.

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