(Segurança Nacional, BRA, 2009)

Ação
Direção: Roberto Carminati
Elenco: Thiago Lacerda, Ângela Vieira, Milton Gonçalves, Marcio Rosario, Gracindo Júnior, Ailton Graça, Sheila Melo, Viviane Victorette, Sônia Lima, Cesar Cabrera, Joaquín Cosio, Javier Robles
Duração: 120 min.
Minha nota: 3 ★★★☆☆☆☆☆☆☆
E em mais uma das muitas tentativas de inovação no cinema brasileiro surge o filme de ação Segurança Nacional, com direito a explosões, perseguições e cenas de combate aéreo.

E em mais uma das muitas tentativas de inovação no cinema brasileiro, surge o filme de ação Segurança Nacional, com direito a explosões, perseguições e cenas de combate aéreo.

Com o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) em funcionamento e a lei de abate em vigor, os traficantes de drogas e armas não conseguem mais entrar e se estabelecer na floresta. Para levantar os negócios, o chefe de um dos maiores cartéis do tráfico de drogas ameça o governo, sequestra parlamentares e exige o desligamento do sistema. Marcos, o melhor agente da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), é o encarregado do caso.

Os primeiros momentos de filme, na Amazônia, não ficam devendo nada aos outros títulos do gênero. Coadjuvantes fracos, línguas latinas faladas com um sotaque estranho e diálogos completamente superficiais são perfeitos, uma vez que o que importa ali são as cenas de ação que vêm por aí, ou o tiroteio que, como esperado mas não tão bem coreografado, acontece.

As coisas até seguem promissoras, mas não duram muito tempo. A tentativa de inserir uma história de amor de ritmo muito lento e a necessidade de estar sempre justificando as ações políticas tomadas, com um ufanismo muito além do aceitável, acabam tirando o foco da ação e levam o filme por um caminho estranho.

A idéia dos bem treinados agentes da ABIN e as cenas aéreas são até boas, mas não dão conta da história mal amarrada, irregular e previsível.

Ainda que o presidente seja sempre um personagem fundamental em filmes que envolvem ataques ao governo, a fórmula não funciona muito bem. Milton Gonçalves até tenta, mas os pronunciamentos e cenas de seu personagem são mal elaboradas e, enfadonhas, não combinam com a proposta inicial.

O resto do elenco é tão irregular quanto o roteiro e fica difícil não perceber a insegurança de Viviane Victorette e Sônia Lima em cenas com Ângela Vieira e Gracindo Júnior, por exemplo. Thiago Lacerda, como o agente da ABIN durão, está tão bem quanto outros grandes nomes internacionais do gênero.

A cenas de ação são até bem intencionadas, mas padecem dos problemas técnicos de primeiras versões. As coreografias das lutas são falsas e as perseguições ainda têm problemas, assim como as realizações pirotécnicas.

A trilha sonora é muito ruim e aposta em baladinhas melosas e completamente inadequadas para um filme pretensamente agitado. Sem falar num totalmente equivocado uso do hino nacional.

Entre poucos acertos e muitos erros, Segurança Nacional vale por trazer algo de novo ao cinema e apostar em um gênero que pode sim, se aprimorado, levar muita gente aos cinemas.

No final, a impressão que fica é a de que faltou de uma consultoria de Afonso Brazza, que morreu sem nunca ter essa quantidade de dinheiro para fazer um filme, mas entendia bem o que um título de ação precisava para dar certo.

Em tempo: para não dizer que só de Brazza, Tropa de Elite e Verônica vive o cinema do gênero no país, ao estrear em festivais com seu curta Predileção, Márcio Garcia mostrou que tem tino para o negócio. Ainda que vazio em conteúdo e com uma influência exagerada do cinema estadunidense, o filme tem cenas impressionantes.

Um Grande Momento

Hum…

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