(Salt, EUA, 2010)
Direção: Phillip Noyce
Elenco: Angelina Jolie, Liev Schreiber, Chiwetel Ejiofor, Daniel Pearce, August Diehl, Daniel Olbrychski
Roteiro: Kurt Wimmer
Duração: 100 min.
Nota: 7










Sem qualquer ambição dramática em sua trama, Salt encontra sua maior fraqueza no roteiro bobinho de Kurt Wimmer (responsável pelo ótimo Equilibrium e também pelo horrendo Ultravioleta), que se contenta em simplesmente reciclar a fórmula politico-terrorista que envolve a ameaça a um ou mais governantes – e que, invariavelmente, culmina num ataque ao presidente americano.
Frágil em sua essência, porém, o longa encontra força absoluta na direção durona e inteligente de Phillip Noyce, que traz saltos vertiginosos, batidas de carro claustrofóbicas e muitos ângulos de câmera de tirar o fôlego. Tudo isso embalado num ritmo constante e empolgante, seguindo os passos enérgicos de uma protagonista sempre interessante que, a cada golpe recebido, demora pouco mais que instantes para recuperar o controle da situação e reverter o jogo contra seus adversários. Neste sentido, aliás, Salt difere positivamente do impecável A Identidade Bourne, já que naquele filme o espectador estava sempre ao lado do personagem de Matt Damon, descobrindo as reviravoltas junto ao rapaz, enquanto aqui a espiã de Jolie está constantemente a frente, surpreendendo o espectador com sua logo previsível imprevisibilidade.
Mas seria falso dizer que Salt se resume a ação a mil por hora e drama zero, já que fica claro ao longo da narrativa a importância do gentil Mike Krause para Evelyn Salt – e por isso compreendemos (embora desconfiemos de trapaça) sua preocupação angustiada pelo marido, que mais do que uma paixão genuína, é literalmente um herói. E assim volto ao ponto inicial: Salt deveria e poderia facilmente ter sido o novo-Bourne, bastava regular um pouco mais a atenção à trama política e investir sua preciosa energia no desenvolvimento individual de seus personagens.
O que nos leva ao desfecho simultaneamente estúpido e genial da produção, que, mais do que prometer continuidade, é a reticência ideal para a exploração da protagonista. Estúpido porque não resiste aos clichês do gênero, genial porque encerra no momento em que respiramos fundo para nos preparar – sem nos dar a chance de relaxar novamente.
Não até o final dos créditos, pelo menos.
Um Grande Momento
Salt pendurada por um par de algemas.

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Parece ser uma das típicas fitas de ação protagonizadas pela Angelina Jolie, o que não é necessariamente ruim, rsrs. Eventualmente verei, mas sem tanta expectativa. Bela crítica!
Pois é, tanto se falou desse filme e ele está chegando com tudo. Mesmo depois de um certo balde de aguá fria jogado pelo Achilles, acredito que ainda verei esse filme com um certo grau de entusiasmo. Ver a Angelina atuando vale muito à pena (vide A Troca – de Clint Eastwood). E hoje não parece ter opções melhores na tela grande. Vamos ver o que acontece, até porque eu gostei do pastelão-explosivo-cômico-agitado que foi Encontro Explosivo.
Achilles, parabéns pela critica, apenas mudaria a cor de fundo. *rsrs*
pessoal, eu assiti esse fime hj…
mas não fiquei no cine ateh o final do creditos!!!
e etnho uma pergunta:
tem alguma cena dps dos creditos??
grato