(Rogue One, EUA, 2016)
Ficção Científica
Direção: Gareth Edwards
Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Donnie Yen, Wen Jiang, Ben Mendelsohn, Guy Henry, Forest Whitaker, Riz Ahmed, Mads Mikkelsen
Roteiro: George Lucas (personagens), Chris Weitz, Tony Gilroy, John Knoll, Gary Whitta
Duração: 133 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Se existe um jeito de ganhar dinheiro, é fazendo qualquer coisa que tenha conexão com o universo de Star Wars, criado por George Lucas. De canecas e camisas estilizadas de Lord Vader a produções cinematográficas caríssimas, tudo que lembra a batalha entre a Aliança Rebelde e o Império Intergalático chama a atenção e vende facilmente.

Pensando nisso, a Disney comprou, por US$ 4 bilhões, a empresa produtora do filme, a Lucasfilm, e, consequentemente, os direitos sobre a “marca” Star Wars. Em 2015, lançou seu primeiro longa-metragem, continuando a história de Leia, Luke e Han Solo. Star Wars: O Despertar da Força rendeu US$ 2 bilhões no mundo todo e aumentou a vontade de explorar ainda mais a série.

Entre a ascensão do Império Intergalático e de Darth Vader, mostrados nos episódios I, II e III, e a entrada de Luke Skywalker na Aliança Rebelde, no IV, há um hiato que poderia ser preenchido. E foi. Rogue One: Uma História Star Wars fala da situação dos planetas sob o domínio ditatorial de Palpatine e de movimentos rebeldes que o combatiam.

A história contada é focada em Jyn Erso, filha de um cientista obrigado a voltar a trabalhar na construção da Estrela da Morte, nave posteriormente destruída por Luke e aliados. Ainda criança ela vê a mãe ser morta, o pai ser levado e é resgatada pelo rebelde extremista Saw Guerrera.

Interessante, até pela proximidade que se tem com aquele universo, o filme se complica em seu início, quando há uma necessidade muito grande de demonstrar novos ambientes e passeia-se de um planeta a outro. As apresentações dos espaços roubam o tempo da apresentação dos personagens.

Assim, com o desenvolvimento insuficiente,o público acaba se importando pouco com aqueles que desfilam na tela. Embora algumas habilidades como a de Chirrut Îmwe ou o carisma de K-2SO chamem a atenção, o interesse na história depende muito da conexão entre este filme e os outros da série.

Há ainda um desacerto no tempo de algumas cenas claramente feitas para despertar a nostalgia do espectador, como na aparição de personagens conhecidos. A dependência destas cenas está entre o apego ou a falta de crença do diretor Gareth Edwards com a história que conta.

Mas não deixa de ser um filme dedicado e que traz em seu conjunto uma assinatura específica. Como em seu filme anterior, Godzilla, Edwards demonstra sua preferência pelo tom bélico. A inspiração em filmes de guerra está muito presente em todas as cenas de batalha coletiva. Entre as referências estão Apocalipse Now, O Resgate do Soldado Ryan e outros. Essa particularidade consegue conferir um ritmo diferente de outros filmes da franquia e, de certo modo, funciona.

Com um começo arrastado e muitas explicações, Rogue One engrena depois de sua metade, mais precisamente quando se chega a Eadu e se encontra na ação. Boas cenas de batalha e momentos mais tensos fazem com que o filme se recupere e divirta.

Um Grande Momento:
“Você sabia que não era eu?”

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