(Robocop, EUA, 2014)
Ação
Direção: José Padilha
Elenco: Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton, Abbie Cornish, Jackie Earle Haley, Michael K. Williams, Jennifer Ehle, Jay Baruchel, Marianne Jean-Baptiste, Samuel L. Jackson
Roteiro: Edward Neumeier, Michael Miner (roteiro 1987), Joshua Zetumer
Duração: 117 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆
O filme conta a história de Alex Murphy (Joel Kinnaman), um policial que, após ser alvo de um trágico atentado, tem grande parte do seu corpo destruída, tornando-se a cobaia perfeita para os experimentos da OmniCorp, liderada pelo empresário Raymond Sellars (Michael Keaton). Na busca por um produto que tenha a força e a tecnologia avançada de uma máquina, mas que pense, sinta e tome decisões como um humano, o cientista Dr. Dennet Norton (Gary Oldman) cria o Robocop.

Considerado um dos melhores filmes de 1987, o Robocop de Paul Verhoeven finalmente ganhou um remake, que eu chamaria na verdade de reboot, pois a história foi alterada em pontos importantes.

Assisti ao Robocop original, na televisão, quando eu tinha aproximadamente 10 anos de idade e virei fã. Lembro de ficar impressionado com os efeitos especiais, principalmente do ED-209, protótipo de um robô militar apresentado logo no começo do filme. Achei que seria importante assistir novamente ao original, antes de assistir à nova versão, dirigida pelo diretor brasileiro José Padilha, convidado pela MGM depois do grande sucesso de Tropa de Elite e Tropa de Elite 2.

Claro que, comparado com os efeitos visuais dos filmes de hoje, a versão original fica até um pouco engraçada, mas é um clássico, um excelente filme: bem dirigido e com roteiro direto. É aí que está a fragilidade do novo Robocop.

O roteiro de Joshua Zetumer é muito retalhado e muda consideravelmente o rumo da narrativa. Fica claro o esforço constante em humanizar o Robocop de todas as formas possíveis, desde suas crises existenciais até a sua relação com a esposa, o filho e o parceiro de trabalho. Tudo isso faz o filme caminhar para clichês dos típicos dramalhões norte-americanos, mesmo que em boa parte da trama fique clara a ironia à sociedade americana.

Outra coisa que incomoda são as excessivas intervenções do apresentador de TV Pat Novak, interpretado por Samuel L. Jackson. A tentativa de ironizar a imprensa e dar um tom de “comédia”, mesmo sendo ousada, atrapalha a fluidez.

Muitos entusiastas e fãs criticaram o novo visual preto, mas eu gostei muito. É inspirado no original, mas tem a pegada moderna e tecnológica necessária para os tempos atuais. Acho até que erram um pouco na mão na direção de arte, mas isso não atrapalha.

As cenas de combate são o ponto alto do filme. Padilha usou muitos recursos que vimos em Tropa de Elite e fez das cenas de ação um verdadeiro deleite para os fãs do gênero.

A trilha sonora do brasileiro Pedro Bromfman surpreende. As composições próprias, com sonoridade antiga, e a releitura do tema original do filme, foram gratas surpresas. Os atores, de uma maneira geral, estão bem, mas nada de extraordinário.

O novo Robocop é um filme mediano. Apesar de já ser recordista de bilheteria no Brasil e em outros 9 países, não superou as expectativas dos fãs mais ferrenhos, mas marca a história do Brasil no cinema mundial, por ser uma grande produção hollywoodiana de ação dirigida por um brasileiro.

Vale a pena assistir.

Um Grande Momento:
Combate no escuro.

robocop_regposter_brazil

Links

No IMDb