(Trespass, EUA, 2011)

Suspense
Direção: Joel Schumacher
Elenco: Nicolas Cage, Nicole Kidman, Ben Mendelsohn, Liana Liberato, Cam Gigandet, Jordana Spiro, Dash Mihok, Emily Meade, Nico Tortorella
Roteiro: Karl Gajdusek
Duração: 91 min.
Nota: 1 ★☆☆☆☆☆☆☆☆☆

Dizem por aí que o ator Nicolas Cage anda passando por problemas financeiros bem graves. Não que esse tipo de fofoca seja importante, mas ajuda a compreender o momento para lá de difícil que o ator vem passando com suas últimas seleções de papéis. De 2007 para cá, com uma média de 3 filmes por ano, tirando Kick-Ass – Quebrando Tudo e Vício Frenético, nada se aproveita na filmografia do moço e poucos se assustam ao vê-lo envolvido em projetos de quinta categoria ou ao comparar a qualidade interpretativa do ator com a do filho do dono da loja de eletrodomésticos que apareceu no último comercial de natal.

E pouco importa quem esteja listado no cast junto com ele, assistir ao novos títulos de Cage é quase uma certeza de produções fracas, esquecíveis e envergonhantes. Reféns confirma as expectativas e não passa de mais um thriller mal acabado e cheio de clichês, independente de qualquer esforço em contrário.

Conta a história de uma família em crise, com direito à adolescente revoltada e casamento falido, que é feita refém por um grupo de bandidos que precisa do dinheiro que está escondido dentro de um cofre modernoso. O pai, um avaliador de diamantes que passa pouco tempo em casa, é o único que pode abrir o dispositivo, mas se recusa a fazê-lo.

O roteiro previsível não consegue despertar a curiosidade de quem acompanha a trama e a inconstância na narrativa incomoda bastante. Tudo é tão conhecido que, mais de uma vez, tem-se a impressão de estar diante de uma colagem de personagens e acontecimentos já vistos em outros filmes do gênero, sem muita preocupação com a homogeneidade.

A pouca profundidade reflete-se nas interpretações. Cage não vai além de alguns olhares tortos e pouco significativos; Nicole Kidman, como a esposa, está tão falsa quanto o rosto recém construído com tantas aplicações de colágeno e botox, e nem mesmo Liana Liberato, que mostrou ter qualidades como a jovem enganada em Confiar, parece acreditar no que está fazendo. Sem falar nos vilões vividos por Ben Meldensohn, Cam Gigandet e Jordana Spiro, péssima.

Com tanta coisa fora do lugar e um história completamente desinteressante, o que mais impressiona em Reféns é o fato de Joel Schumacher, que até pode ter alguns méritos por no meio de tanta coisa irregular ter feito um Por um Fio, acreditar que tinha pessoal ou conteúdo para realizar uma espécie de Horas de Desespero, do William Wyler. Não funciona e o fracasso é constatado antes da primeira meia hora de filme.

Perda de dinheiro e tempo, só serve mesmo para comprovar que o Sr. Cage deve estar devendo muito dinheiro por aí. De repente, chegou a hora de investir na carreira de estátua viva. Fica a torcida.

Um Grande Momento

Nenhum.

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