(Red 2, EUA/FRA/CAN, 2013)

Ação
Direção: Dean Parisot
Elenco: Bruce Willis, John Malkovich, Mary-Louise Parker, Helen Mirren, Anthony Hopkins, Byung-hun Lee, Catherine Zeta-Jones, Neal McDonough, David Thewlis, Brian Cox
Roteiro: Warren Ellis, Cully Hamner (personagens), Jon Hoeber, Erich Hoeber
Duração: 116 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Ah, as sequências… como sobreviver a elas? Fruto da preguiça criativa de produtores que preferem apostar em algo que já deu algum retorno, esse é um mal do cinema moderno. E afeta ainda mais o universo das adaptações de histórias em quadrinhos. Red 2 – Aposentados e Ainda Mais Perigosos é mais um título para entrar nas estatísticas e, infelizmente, não faz parte das poucas exceções que conseguem ter qualidade suficiente para superar o original.

Agora, Frank (Bruce Willis) vive uma vida tranquila e paranóica com sua nova mulher, Sarah (Mary-Louise Parker). Até que seu amigo Marvin (John Malkovich) aparece para avisar que eles estão sendo caçados depois que um documento postado no WikiLeaks os aponta como terroristas internacionais. O trio parte então para a Europa. Para provar que não têm nada a ver com a história, eles precisam encontrar uma bomba e esclarecer o mistério sobre sua construção.

Frenético, o filme não consegue sobreviver a todas as muitas situações de sua trama. Tem assassino contratado, médico desaparecido, conflito matrimonial, espiã irresistível, bomba atômica, invasão do Kremlin, assassino da CIA. Tudo bem picadinho e jogado meio aleatoriamente na trama.

Sem uma linha narrativa consistente, as cenas de ação acabam prevalecendo na tela, mas também sem muita medida e contenção. Não faltam perseguições, tiroteios, lutas corporais e alguns combinados dos três itens e nem câmeras lentas e efeitos especiais batidos no gênero. Dean Parisot (As Loucuras de Dick & Jane) deixa claro que a pancadaria é mais importante do que o humor, característica mais destacada no primeiro filme dos espiões aposentados.

Para não dizer que o filme é só ação, entre uma luta e outra, algumas cenas parecem existir apenas para enaltecer a qualidade interpretativa do elenco. Ellen Mirren tem direito a uma sensacional rainha louca e Anthony Hopkins tem vários momentos ótimos, mas a conexão entre eles acaba sendo prejudicada por uma quantidade muito grande de informações e situações.

Se funciona como colagem, não envolve como filme. Um roteiro mais conciso e estruturado, que prefira contar uma única história e saiba como eliminar arestas não teria feito mal nenhum. Algumas piadas mais inspiradas também não.

Vamos ver o que vem na terceira sequência da franquia, ja prevista. Terceiros filmes sempre tem mais qualidade depois de equívocos como esse.

Para ver sem muitas expectativas.

Um Grande Momento:
A rainha louca.

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