(Big, EUA, 1988)

Comédia
Direção: Penny Marshall
Elenco: Tom Hanks, David Moscow, Elizabeth Perkins, Robert Loggia, John Heard, Jon Lovitz, Mercedes Ruehl
Roteiro: Gary Ross, Anne Spielberg
Duração: 104 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Em um momento bem nostálgico, resolvi que assistiria novamente ao clássico dos anos 80 Quero Ser Grande. Quando vi pela primeira vez, achei o filme o máximo. Cheguei até a rever outras vezes e sempre gostando muito. A idade foi chegando, eu virei mãe de família (três anos após o lançamento do filme e com apenas 17 anos de idade) e acabei só com uma vaga lembrança de que ele existia. Agora, que minha filha está enorme, o Telecine Cult reexibiu e, como não estava fazendo nada, assisti.

Josh é um adolescente típico que conversa com o melhor amigo por um walk talk, adora joguinhos de computador, anda sempre de casaco e é apaixonado por uma menina da mesma idade mas muito mais alta e que, para piorar, está namorando um menino bem mais velho e que já tem carro. Uma noite, querendo impressionar a tal menina, Josh resolve encarar o brinquedo mais assustador de um parque de diversões que está em sua cidade, mas é barrado na entrada porque não tem a altura mínima exigida.

Arrasado por não poder andar no brinquedo e nem ter chances com a menina, ele resolve fazer um pedido à máquina mais estranha do parque. O pedido, como era de se esperar, é o de ser grande. Solicitação atendida, Josh vira adulto da noite para o dia.

O filme é cheio de momentos muito engraçados. O roteiro é a estréia no cinema de Gary Ross, que posteriormente escreveria o bom A Vida em Preto e Branco, e da irmã de Steven Spielber, Anne, que nunca mais escreveu nada.

Tom Hanks, que costuma ser apenas bom para mim, está excelente como o adulto/criança que de repente tem que encarar um mundo que ele sequer sabia que existia, com toda a sua crueldade, competição e relações sempre complicadas.

O filme acaba nos mostrando como é que sempre matamos a criança que fomos para entrar em uma vida que não nos traz quase nenhuma satisfação dos desejos mais básico. Aqueles aos quais as crianças costumam dar tanto valor. E esse é o seu ponto mais forte.

No mais, é um programa sempre agradável e muito divertido. Também é muito interessante para lembrarmos de algumas modas dos anos 80 (cada roupa ridícula e cabelos horrorosos) e para vermos como as coisas evoluiram de lá até aqui. Os computadores, com seus molengas disquetes de 5 1/4″ e enormes, tinham uma tela verde e preta e seus joguinhos com gráficos bem básicos, não existem há muitos anos e muitas pessoas que hoje não vivem sem a internet, nunca tiveram a oportunidade de conhecer.

É claro que é um filme bobinho, mas marcou uma época e tem uma mensagem legal. Para saudosistas de plantão, admiradores de Hanks e dos anos 80 e para aqueles que gostaram de De Repente 30 saberem de onde saiu a idéia.

Um Grande Momento
Apesar da mais famosa ser a cena do piano, eu prefiro quando Josh passa a noite no hotel-espelunca.

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