(Never Back Down, EUA, 2008)

Drama
Direção: Jeff Wadlow
Elenco: Sean Faris, Amber Heard, Cam Gigandet, Evan Peters, Leslie Hope, Djimon Hounsou, Wyatt Smith, Affion Crockett
Roteiro: Chris Hauty
Duração: 110 min.
Nota: 4 ★★★★☆☆☆☆☆☆

Jake Tyler (Sean Faris) nunca vai atrás de problemas, mas os problemas sempre o encontram, sobretudo depois do acidente de seu pai. Assim que se muda de sua tranqüila cidade em Iowa para a agitada Orlando, a vida fica ainda mais problemática com sua inclusão em uma liga de luta underground – um tipo de clube de luta para adolescentes. Com a ajuda de novos amigos, Jake consegue sobreviver ao caos e quando pensa que tudo está sob controle, seu mundo vira de ponta cabeça novamente graças a uma incansável campanha para levá-lo de volta ao ringue. Agora, com a segurança de sua família e seus amigos em jogo, Jake tem apenas uma opção: não desistir nunca.

Quebrando Regras é mais um daqueles filmes de luta previsíveis, com muitas mulheres de biquíni, homens sem camisa e cheio de estudantes colegiais, onde,assim como em todo filme adolescentes norteamericano, ser popular é o que mais importa.

Jake conhece Max Cooperman (Evan Peters), um menino excluído que se torna seu melhor amigo, e se apaixona por Baja Miller (Amber Heard), uma menina com quem conversou duas vezes. Por causa da nova paixão, ele aceita o convite para uma festa na casa de Ryan McCarthy (Cam Gigandet), um riquinho viciado em lutas, que promove eventos regados a álcool, biquínis, e vários rounds de briga. Lá, o dono da casa, impressionado com um vídeo de Jake postado na Internet, desafia o garoto problema a lutar.

Como em todo filme bobo de luta, Jake perde esta primeira luta, fica com seu coração partido e sedento por vingança. Seu amigo Max leva-o para a academia de luta de Jean Roqua (Djimon Hounsou), um professor que, seguindo o conjunto de clichês, tem vários problemas pessoais escondidos atrás de golpes e técnicas incríveis.

O filme segue com vários momentos de fúria, nos quais o personagem principal desconta em todos o seu ódio pela vida e o seu remorso por ter deixado seu pai dirigir bêbado na noite em que se acidentou. O treinador está sempre lá para acalmá-lo, assim como sua mãe Margot Tyler (Leslie Hope), seu irmão Charlie Tyler (Wyatt Henry Smith) e o amigo Max.

As coisas se acalmam, até que, depois de outro vídeo, Ryan o desafia novamente para um torneio. Jake lembra da promessa feita a seu professor de jamais lutar fora da academia e não aceita o desafio, mas os bad boys arrumam um meio cruel de convencê-lo. Tomado pelo ódio, Jake resolve lutar, pois “não fazer nada também pode causar resultados horríveis” e todo aquele discurso sobre a preocupação com Max, sua família e seu pai acidentado que já vimos em outros filmes do gênero.

Durante o torneio, Ryan e Jake têm lutas com vários adversários diferentes, mas acontecimentos previsíveis fazem com que o duelo entre os dois aconteça de um modo diferente do programado. Costelas quebradas (que o diretor fez questão de mostrar), quase desmaio e aquela imagem da família e amigos que costuma vir à cabeça do protagonista depois de levar muita pancada também marcam presença.

No final, nem um pouco surpreendente, aquela velha mensagem de “você me fez amadurecer e eu te perdoo” confirma a impressão de tempo perdido.

Um filme previsível e bobo ao extremo. Monótono, não emociona na hora das lutas e não consegue despertar a simpatia do público para uma possível torcida em momentos chave. Não funciona nem mesmo com aqueles que são fãs do esporte.

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