(Fantastic Four, EUA/ALE/GBR/CAN, 2015)

Ação
Direção: Josh Trank
Elenco: Miles Teller, Michael B. Jordan, Kate Mara, Jamie Bell, Toby Kebbell, Reg E. Cathey, Tim Blake Nelson
Roteiro: Stan Lee, Jack Kirby (quadrinhos), Jeremy Slater, Simon Kinberg, Josh Trank
Duração: 100 min.
Nota: 2 ★★☆☆☆☆☆☆☆☆

Existe um problema no mundo das adaptações das histórias dos super-heróis da Marvel para o cinema. Tudo porque, lá atrás, a editora ainda não tinha um estúdio para chamar de seu, além de estar passando por alguns problemas financeiros, o que a fez vender o direito de alguns de seus personagens a grandes estúdios, como o Homem-Aranha à Sony e os X-Men e Quarteto Fantástico à Fox.

Enquanto os dois primeiros títulos deram muito retorno aos estúdios detentores dos direitos, Quarteto Fantástico nunca conseguiu emplacar de verdade. No contrato, para a manutenção do direito sobre os quatro amigos que depois de um acidente interplanetário tornam-se super-heróis, a Fox deve começar a produzir, no período de sete anos contados a partir do lançamento do último filme, um novo título.

Foi com o prazo se esgotando que surgiu esta nova adaptação de Quarteto Fantástico para as telonas. Depois das fracassadas tentativas com o Quarteto Fantástico de 2005 e o Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado de 2007, a Fox tinha pouquíssimo tempo para produzir o filme que manteria os direitos sobre a franquia.

A pressa pode ser claramente percebida no roteiro mal elaborado e na qualidade da produção do último filme. Diferente do esperado, o filme consegue ser ainda pior do que as fraquíssimas adaptações com Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans e Michael Chiklis. Ainda que tenha seus acertos no casting dessa vez, o todo é tão mal composto que é difícil chegar até o final do filme.

Pensando na renovação, o estúdio apostou em mais um reboot clássico, com a origem dos personagens – embora nem todas sejam abordadas satisfatoriamente – e o uso do maior aqui-inimigo do grupo. Para comandar o set, contratou Josh Trank, que se destacou ao dirigir o longa-metragem Poder Sem Limites. Parecia promissor.

Mas nada que não se perceba como cilada logo nos primeiros quinze minutos do filme. A pouca profundidade dos personagens e a péssima exploração da relação entre eles comprometem seriamente o ritmo do filme e, para piorar, o descaso com que a trama se desenvolve depois do acidente que faz com que os personagens desenvolvam super poderes é frustrante, principalmente por saber que atrás das câmaras estava alguém que já tinha lidado tão bem com uma situação similar.

Mas, como em bons filmes de ação que existem por aí, tudo isso poderia ser relevado se o filme contasse com um bom ritmo e uma ação bem desenvolvida. Também não é o que acontece. Confuso na dedicação de sua atenção, o filme tem um ritmo irregular e pouco atrativo, efeitos especiais sofríveis e um dos vilões menos significativos dos últimos tempo. Além de deixar sempre a sensação de estar reaproveitando cenários e momentos de outros filmes de super-heróis.

Quarteto Fantástico não dá nem a chance dos atores fazerem algo pelo filme. Apesar de contar com bons nomes, como Miles Teller (Whiplash – Em Busca da Perfeição) e Kate Mara (Perdido em Marte), é difícil fazer algo por personagens tão mal desenvolvidos.

Um filme desnecessário, que tem cara de coisa feita às pressas, em cima da hora, para não perder o prazo. Neste caso, seria melhor ter devolvido logo a franquia à Marvel, porque apresentar um trabalho desses é muito mais prejudicial ao estúdio do que perder os direitos sobre o grupo de super-herois.

Um Grande Momento:
Nenhum.

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