Eles não se suportam, não conseguem ficar perto um do outro e cada defeito, por menor que seja, desperta reações desproporcionais de nojo e aversão. Mas o tempo passa e aquela implicância passa a ser parte do dia de cada um, até que eles notam que não conseguem mais ficar longe um do outro. É quando se percebe que aquela raiva toda era, na verdade, outra coisa bem diferente.

Situação recorrente nas comédias românticas, a aversão que vira adoração, ou a raiva que vira amor, já rendeu boas histórias no cinema. E para voltar com as nossas listinhas nada melhor do que uma boa lista com muito romance:

Um-Casal-Quase-PerfeitoUm Casal Quase Perfeito (The Cutting Edge, 1992)

Clássico dos anos 90, uma patinadora mimada e um ex-jogador de hóquei turrão têm que aprender a conviver como dupla de patinação artística. Com Moira Kelly e D.B. Sweeney.

Mensagem-Pra-VoceMensagem para Você (You’ve Got Mail, 1998)

A especialista em comédias românticas Nora Ephron junta o casal Tom Hanks e Meg Ryan para contar a história do dono de uma rede de livrarias que está acabando com os negócios da dona de uma pequena livraria de esquina.

Surpresas-do-CoracaoSurpresas do Coração (French Kiss, 1995)

Mais uma vez Meg Ryan, aqui fazendo par com Kevin Kline, precisa superar as diferenças assim como superou o medo e avião que a levou até a França, onde procura por seu ex-noivo com a ajuda de um inconveniente ladrão.

Confissoes-a-Meia-NoiteConfidências à Meia-Noite (Pillow Talk, 1959)

Voltando um pouco no tempo, Doris Day é um recatada decoradora que precisa dividir sua linha de telefone com o conquistador barato Rock Hudson. São muitas as farpas trocadas entre as ligações interrompidas de ambos.

A-Bela-e-a-FeraA Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 1991)

Para aprender como começar tudo do pior jeito possível, é só prestar atenção na Fera. Rude e desesperado, o ex-príncipe não tem modos, não sabe como falar ou ser gentil com Bela e, para piorar, ainda joga o seu pai para fora do castelo, a faz prisioneira e nem deixa que se despeçam. Um brutamontes.

O-Guarda-CostasO Guarda-Costas (The Bodyguard, 1992)

Whitney Huston é uma estrela que está sofrendo ameaças de um fanático e, por isso, contrata Kevin Costner como seu guarda-costas. Mimada como qualquer diva da música ela não consegue aceitar o jeito mandão do empregado, que quer controlar todos os seus passos.

Amor-para-RecordarUm Amor para Recordar (A Walk to Remember, 2002)

E quando as implicâncias começam na escola? Aqui a certinha Mandy Moore, filha de um reverendo, tem que conviver com o perdido Shane West, que de tanto aprontar acabou tendo que prestar serviços comunitários. Baseado em um livro de Nicholas Sparks.

A-PropostaA Proposta (The Proposal, 2009)

O local de trabalho também é um bom local para raivas virarem amor. Sandra Bullock é uma chefe carrasca que não tem nenhum interesse na vida particular de seu secretário Ryan Reynolds. Até que precisa dele de verdade e ele resolve se vingar da megera.

O-Diario-de-Bridget-JonesO Diário de Bridget Jones (Bridget Jones’ Diary, 2001)

Bridget Jones não suporta o jeito engomadinho, polido e travado de Mark Darcy. Mark Darcy acha que sua “amiga” de infância Bridget Jones não sabe se comportar socialmente e só sua presença já é motivo de embaraço. Sem falar no envolvimento da moça com uma das pessoas que ele mais despreza no mundo. Com Renée Zellweger e Colin Firth.

Aconteceu-Naquela-NoiteAconteceu Naquela Noite (It Happened One Night, 1934)

Para provar que esse tipo de relação já está no cinema há muitos anos, nada melhor do que esse clássico do Frank Capra com Clark Gable e Claudette Colbert, que conta a história da menina rica que foge do pai para se encontrar com o amante. No caminho ela conhece um cínico repórter que a chantageia e promete protegê-la, desde que possa publicar sua história.

Excesso-de-BagagemExcesso de Bagagem (Excess Baggage, 1997)

Meninas mimadas são potencialmente interessantes para tramas assim. Afinal de contas, é tão difícil satisfazê-las quanto aguentá-las. Alicia Silverstone faz de tudo para chamar a atenção do pai e resolve simular o seu próprio sequestro trancando-se dentro do porta-malas do carro. Só que o carro é roubado por Benício del Toro.

Doce-LarDoce Lar (Sweet Home Alabama, 2002)

Às vezes a raiva aparece depois de muito amor. Um amor que começou na infância, virou casamento e, depois de algumas frustrações, virou raiva. É o caso de Reese Whiterspoon com seu ex-marido Josh Lucas. Ela não quer mais saber daquela vida interiorana que levava no Texas, quer progredir, quer vencer. Ele não pensa em sair de lá.

Orgulho e PreconceitoOrgulho e Preconceito (Pride & Prejudice, 2005)

Ah, o clássico de Jane Austen. Toda a implicância entre a teimosa e orgulhosa Elizabeth Bennett e o não menos orgulhoso e esnobe Mr. Darcy desde a primeira vez que se viram já era um sintoma tão claro, mas eles demoram a perceber e quando percebem precisam lidar com outras questões. A história já teve duas versões para o cinema: uma de 1940, corroteirizada por Aldous Huxley, e a mais famosa, de 2005, dirigida por Joe Wright e protagonizada por Keira Knightley e Matthew Macfadyen.

Casa-ComigoCasa Comigo? (Leap Year, 2010)

Você está perdida numa terra que não conhece e não tem a menor ideia de como chegar no local onde precisa para encontrar o seu namorado. Aí precisa contar com a boa vontade de um desconhecido grosseirão e pouco familiarizado com seus muitos luxos. Como não implicar?

E tem muito mais desse tipo de confusão de sentimentos no cinema. Essas foram as 14 vezes em que a raiva de repente virou amor que mais marcaram os nossos redatores. Qual vocês também colocariam na lista?