(Finding Dory, EUA, 2016)
Animação
Direção: Andrew Stanton, Angus MacLane
Roteiro: Andrew Stanton, Victoria Strouse
Duração: 97 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Depois de 13 anos, a Pixar volta ao fundo do mar e ao cotidiano do trio Nemo, Marlin e Dory. A sidekick desmemoriada, que conquistou corações na jornada do pai desesperado pelo filho capturado por humanos em Procurando Nemo, ganha agora um filme para chamar de seu.

Procurando Dory começa com um flashback rápido, iniciado com aquela apresentação que todos já conhecem: “oi, eu sou a Dory. Eu sofro de perda de memória recente”. Em seguida o público é apresentado aos pais da peixinho e, pouco depois, vê como ela se perde deles.

O amadurecimento de Dory é composto de elipses temporais rápidas, o que dá ao filme uma dinâmica interessante, sempre prezando pelo humor. Depois do encontro com Marlin, já conhecido, o modo de passar o tempo muda e dá tempo ao espectador para relembrar boa parte daquilo que vira no filme anterior.

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E é assim, com um domínio muito apurado das técnicas cinematográficas, que Andrew Stanton (WALL-E) e o estreante em longas-metragens Angus MacLane constroem Procurando Dory. Indo além de toda a sempre impressionante técnica de computação gráfica na criação dos cenários e personagens, aqui ainda mais apurada do que no filme anterior, há sempre uma preocupação com a constituição das personalidade, com a composição de luz e com a manutenção do ritmo do filme.

Estar em um ambiente rico como uma estação marinha possibilita a compreensão de muitas das habilidades de Dory e ainda é um ambiente rico para trabalhar com novos personagens, como a baleia-tubarão Destiny; a beluga Bailey, e o polvo Hank, que assume o lugar de Dory como sidekick.

Mantendo a tradição da Pixar, a aventura está recheada de mensagens sociais, de inclusão a cuidados com o meio ambiente. Além, é claro, de ter aquele momento em que o coração aperta e as lágrimas aparecem nos olhos no meio de tanta aventura e diversão.

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Mas Procurando Dory não supera o seu antecessor, e nem é essa a intenção do filme. A animação assume o seu papel de continuação, se aproveita da doçura do anterior e se satisfaz com o fato de poder contar aquilo que faltou em Procurando Nemo e com a chance de explorar uma personagem tão cativante como Dory.

Sem dúvida, esse é mais um dos acertos dos famosos estúdios de animação. Com roteiro assinado por Stanton, o criador da história, e Victoria Strouse, o filme encanta desde os pequeninos até os mais maduros e deixa aquela sensação boa ao fim da sessão, que deve ser vista até o final dos créditos.

A dublagem brasileira está bem decente, tirando a nova mania de incluir celebridades na lista de dubladores. A ideia nem sempre dá certo, como no caso de Antônio Tabet como Hank. Marília Gabriela, a voz do centro aquático (que no original fica a cargo de Sigourney Weaver), não faz feio.

Um Grande Momento:
Sozinha de novo.

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