(Pompeii, CAN/ALE/EUA, 2014)

Ação
Direção: Paul W.S. Anderson
Elenco: Kit Harington, Carrie-Anne Moss, Emily Browning, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Jessica Lucas, Jared Harris, Joe Pingue, Kiefer Sutherland, Currie Graham
Roteiro: Janet Scott Batchler, Lee Batchler, Michael Robert Johnson
Duração: 105 min.
Nota: 3 ★★★☆☆☆☆☆☆☆

As macrabas esculturas de restos mortais carbonizados encontradas nas escavações arqueológicas em Pompeia, cidade italiana devastada pela erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., poderiam ser uma premissa interessante para uma história fictícia.

Mesmo com a previsibilidade do que está por vir, já que seria muito difícil alguém fugir de um vulcão naquelas situações, um bom desenvolvimento de enredo e personagens, somado àquela estranha atração causada por filmes catástrofe, poderiam render uma boa e interessante sessão.

Mas aí entra a empolgação daqueles que pensaram a história sem muitos freios. Deixando de lado os personagens e os desenvolvendo apenas superficialmente, eles tentam colocar em um mesmo roteiro tudo que conseguem: o massacre dos celtas pelo Império Romano, a exploração dos escravos gladiadores, o desejo de vingança de um órfão e uma história de amor.

É tanta coisa a ser resolvida que a erupção do vulcão acaba meio escanteada e menos importante. E, por mais de uma vez, os roteiristas deixam isso claro na prioridade dos personagens. Faltou aquela noção básica de instinto animal: o mundo está acabando e só é possível pensar em um modo de salvar-se.

Imagine só, estamos diante de um vulcão que está prestes a destruir tudo. Chovem pedras flamejantes do céu, há cinzas por todo lado, um tsunami está se preparando ali no porto, vários incêndios. Essa é a realidade de Pompeia naquele momento. Não é óbvio que as pessoas que ali estão saiam correndo, em pânico, tentando desesperadamente sobreviver?

Não no caos idealizado pelo casal de roteiristas Batchler (Batman Eternamente) e por Michael Robert Jr. (Sherlock Holmes). Em Pompeia, o fim do mundo é o momento exato para pequenas demonstrações de poder e realizações de vingança. “Ah, tem um vulcão ali explodindo tudo e esse prédio que eu estou está caindo aos pedaços, mas eu sou um senador romano e tenho que dar uma lição nesses dois que não querem que eu me case com a filha deles”. Ou, “espera um pouco, amor, já venho fugir com você, mas antes tenho que pegar o cara que matou meus pais”.

É tudo tão ridículo e descabido que fica difícil prestar atenção em alguma coisa. Aliás, tem o físico do Kit Harington, mais conhecido por seu papel de John Snow no seriado televisivo Game of Thrones.

Brincadeiras à parte, as atuações do filme também são sofríveis, com destaque negativo para Emily Browning (Beleza Adormecida). Mas com um roteiro desses, não dá para exigir muita coisa de alguém.

Daqueles filmes que a gente assiste porque não tem opção ou para matar a curiosidade mesmo. Mas o resultado é igual ao de uma erupção: nada vai restar desta experiência. Fica a sensação de tempo perdido, tentando achar alguma coisa em algo impossível até de ser considerado.

Um Grande Momento:
A primeira luta de Milo.

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