Poder Paranormal

(Red Lights, ESP/EUA, 2012)

Suspense
Direção: Rodrigo Cortés
Elenco: Robert De Niro, Elizabeth Olsen, Sigourney Weaver, Cillian Murphy, Toby Jones, Joely Richardson, Burn Gorman, Craig Roberts, Karen David, Jeany Spark, Garrick Hagon, Jan Cornet
Roteiro: Rodrigo Cortés
Duração: 113 min.
Nota: 4 ★★★★☆☆☆☆☆☆

Desde sempre há pessoas que se utilizam do desconhecido para impressionar e, em alguns casos, ganhar dinheiro e fama. Natural de qualquer ser humano, esse sentimento perante o sobrenatural oscila entre o medo e a fascinação. São milhares de casos conhecidos na história. De um lado estão aqueles que defendem o caráter paranormal dos eventos praticados por eles, alguns realmente crentes em seu poder e outros completamente picaretas, e os que tentam desmistificar cada um dos acontecimentos.

Nesta cruzada contra o uso do além para explicara manifestações, estão os desenganadores. Essas pessoas, em sua maioria hábeis ilusionistas, passaram a vida provando fraudes. Harry Houdini, James Randi, Basava Premanand, a dupla Penn & Teller e, no Brasil, Padre Quevedo são alguns dos nomes que se destacaram.

Como eles, a Dra. Margaret Matheson (Sigourney Weaver) vai de um lado a outro provando fraudes paranormais por onde quer que passe. Conhecida nacionalmente, desvendou histórias de difícil explicação e chegou a levar à cadeia algumas fraudes, mas tem uma pedra no sapato: o paranormal cego Simon Silver (Robert De Niro), o único que nunca conseguiu desmascarar até então.

Ajudada pessoalmente pelo jovem promissor Tom Buckley (Cillian Murphy), ela segue a vida dando aulas na universidade; desiludindo o colega de trabalho Dr. Paul Shackleton (Toby Jones); viajando para esclarecer novos casos e participando de programas de televisão. Isso até que o confronto com Simon, auxiliado pela entojada Monica Hendsen (Joely Richardson), aconteça.

A premissa de Poder Paranormal é fantástica, assim como a entruncada trama inicial. Pela primeira vez, tem-se a impressão de que alguém conseguiu fazer um filme competente usando a ciência e a paraciência, com uma história que segue naturalmente seu caminho, desperta interesse e intriga. Mas assim como os fatos paranormais explorados a fundo, o que fica do filme é a frustração. A sensação é justamente a mesma. Nos dedicamos a uma história, acreditamos nela e no final vemos que fomos enganados.

Ainda que se mostre um diretor competentíssimo na criação e manipulação do suspense, Rodrigo Cortés (Enterrado Vivo) erra feio. Entre todos os caminhos que poderia ter escolhido, ele opta pelo menos empolgante e menos convincente e ainda vacila ao render-se à violência injustificada, como se um filme precisasse de cenas assim para se manter.

Diante da decepção, restam as boas porém não extraordinárias atuações do trio Weaver, De Niro e Murphy; as duas primeiras partes do filme e teorias alternativas de desfecho criadas pelos espectadores, muito melhores do que a apresentada, diga-se de passagem.

É como se víssemos o pezinho da médium sob o pé da mesa em uma sessão. Realmente, uma pena.

Um Grande Momento

Desmascarando Palladino.

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