(The Back-up Plan, EUA, 2010)

Romance
Direção: Alan Poul
Elenco: Jennifer Lopez, Alex O’Loughlin, Michaela Watkins, Eric Christian Olsen, Anthony Anderson, Noureen DeWulf, Melissa McCarthy, Maribeth Monroe, Robert Klein, Linda Lavin
Roteiro: Kate Angelo
Duração: 106 min.
Nota: 4 ★★★★☆☆☆☆☆☆
Comédias românticas são sempre comédias românticas e não importa os problemas que tenham, misticamente, acabam caindo no gosto popular e provocam aquela dose de suspiros necessária para a perpetuação do gênero.

Plano B não foge a regra e consegue provocar uma pontinha de torcida do público por aquele final mais do que batido de filmes água-com-açúcar. Mas, pelos muitos tropeços e exageros da trama, fica devendo.

Já que passou muito tempo procurando pelo homem certo sem nenhum sucesso, Zoe decide que está na hora de fazer uma inseminação artificial e começar sozinha a sua família. No dia em que faz o procedimento, ela conhece Stan e os dois se apaixonam.

Ele resolve ficar com ela mesmo sabendo da gravidez e os dois resolvem passar juntos pelas mudanças hormonais típicas deste momento feminino. Claro que as coisas saem diferente do esperado.

Seguindo a tradição, desde os primeiros momentos do filme já é possível antecipar tudo o que acontecerá a seguir. O roteiro, que até consegue seguir eficiente por um tempo, se perde em exageros e uma vontade velada de ser muito mais comédia do que qualquer outra coisa.

Cenas como as das aprontações dos quatro filhos da melhor amiga, do parto domiciliar aquático e do menino comedor de areia no parquinho são tão gratuitas e apelativas que contaminam o filme, tiram um pouco da suavidade de títulos do gênero e podem chegar a constranger.

Entre momentos de difícil aceitação – imagine com que freqüência um homem resolve assumir uma relação com uma mulher que acabara de conhecer e está grávida de gêmeos – e até de um certo cansaço pelo que está sendo visto na tela, porém, algumas passagens conseguem ligar o espectador à trama. O casal central sofre um bocado com a falta de química, mas acaba se valendo do carisma individual de cada um e ajuda.

Com tantos pontos negativos, é difícil não sair do cinema com uma sensação muito forte de “poderia ser muito melhor do que isso” e com um incômodo pelo modo como a maternidade foi tratada.

De acordo com o nome, é um daqueles programas que a gente só encara como segunda alternativa, quando todas as outras salas do multiplex escolhido estão esgotadas ou, talvez, em uma sessão em casa, quando já estiver na programação da televisão.

Um Grande Momento

O beijo na fazenda.

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