(Parker, EUA, 2013)

Ação
Direção: Taylor Hackford
Elenco: Jason Statham, Jennifer Lopez, Michael Chiklis, Wendell Pierce, Clifton Collins Jr., Bobby Cannavale, Carlos Carrasco, Emma Booth, Nick Nolte, Micah A. Hauptman
Roteiro: Donald E. Westlake (romance), John J. McLaughlin
Duração: 118 min.
Nota: 3 ★★★☆☆☆☆☆☆☆

Há muitos filmes que conseguem ser completamente equivocados. Parker é assim. Somando os muitos erros de roteiro, direção e montagem ao longo de suas quase duas horas de duração, pouquíssima coisa sobra para dizer que aquilo que foi visto não é uma colagem de partes descartadas de uma produção qualquer.

A história é uma daquelas já batidas no mundo dos filmes de ação: ladrão segue cada mandamento de seu código de ética e não rouba daqueles que não têm dinheiro. Depois que um golpe dá errado e ele é traído por sua antiga equipe, arquiteta uma vingança.

Para executar seu plano, Parker precisa estar no mesmo lugar onde o grupo dará o próximo golpe, no caso, Palm Beach, considerado um dos lugares mais seguros nos Estados Unidos por seus muitos meios de incapacitar fugas.

Com um enredo batido e sabendo que filmes do gênero não se importam muito com desenvolvimento de personagens, o mínimo que se esperava ver nas telas era uma trama com algum ritmo e cenas de ação competentes. Não é o que acontece. Taylor Hackford, que já fez os bons Eclipse Total, Advogado o Diabo e Ray, consegue se perder em opções esdrúxulas de enquadramento, movimento de câmera e cortes.

A montagem do estreante Mark Warner também não ajuda muito e chega mesmo a atrapalhar. As opções de flashbacks, que ainda têm efeitos visuais péssimos, são constrangedoras. E nem mesmo a direção de fotografia de J. Michael Muro, que já esteve bem Crash – No Limite, consegue salvar o fiasco.

Se tudo estava fora do lugar, restava aos principais atrativos do filme, Jason Statham (Carga Explosiva) e Jennifer Lopez (Irresistível Paixão), o trabalho de diminuir os danos. Notoriamente constrangidos, separados por uma falta de química absurda e com papéis tão fracos e mal desenvolvidos, eles pouco puderam fazer.

J-Lo, coitada, não consegue sair do lugar, ainda que superior a alguns colegas de elenco. Statham está Statham como sempre e é, de longe, a melhor coisa do filme, ainda que seja possível perceber em seu jeito de sempre uma pontinha de vergonha daquilo que está fazendo.

São tantos momentos absurdos que seria impossível listar todos eles. Assim, entre uma completamente despropositada (e mal aproveitada) cena de seminudez, frases de pouco efeito antes de tiros fatais, um pavoroso show pirotécnico durante o leilão, e um terrível vídeodepoimento de encerramento, o que resta aos espectadores é lamentar o tempo perdido.

Um Grande Momento:
Esqueceram de colocar.

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