(ParaNorman, EUA, 2012)

Comédia
Direção: Chris Butler, Sam Fell
Roteiro:Chris Butler
Duração: 92 min.
Nota: 9 ★★★★★★★★★☆

Muito terror em uma divertida animação. ParaNorman é a animação da vez em cartaz no cinema e não poupa os momentos de terror, apesar de classificado para o público infantil. Isso faz com que agrade não só as crianças como também os adultos. O nome do longa já faz referência à sua história: Norman é um tímido garotinho de 11 anos que adora filmes de terror de zumbis e sofre com desprezo constante dos amiguinhos do colégio e até em sua própria casa.

Tudo porque vê pessoas mortas em todo o lugar e a todo o tempo… e, de quebra, ainda conversa com eles. Para o desgosto de seu pai e vergonha de sua irmã adolescente, a irritante e fútil Courtney. Só quem tenta acalmar os ânimos é a mãe de Norman e seu amigo Neil, um gordinho hiper caricato que o entende porque também sofre com as piadinhas de mau gosto na escola pelo seu peso. Mas eis a chance de Norman se mostrar “normal” como os outros (sim, e com trocadilho) quando cai em suas mãos a tarefa de acabar com a maldição que uma bruxa jogou na cidade há 300 anos.

ParaNorman não poupa os cenários de terror, personagens zumbis e trilha sonora que muito lembram os bons clássicos das décadas de 1970 e 1980; e faz claras referências a muitos (ótimos) deles como O Sexto Sentido, Sexta-feira 13 (em uma cena que primeiro assusta – e muito –, e depois diverte) e até Poltergeist. Este último, uma alusão clara em um nome de um importante personagem. Para os fãs de terror clássico, é como assistir às situações tensas e com um peculiar toque de humor-negro de George Romero, só que em uma versão 3D (a cena inicial de ParaNorman é uma clara e divertida homenagem a ele). E por falar no 3D, como sempre, funciona em raras cenas. Ainda tenho esperanças de um dia ver um 3D que de fato funcione no cinema como deveria. Mas neste longa não tem como escolher… só há opção em 3D mesmo.

Por todas estas referencias a filmes genuínos, fiquei me perguntando se, de fato, este terror por trás de uma tocante animação seria recomendada para as crianças. Pelas gargalhadas das que estavam presentes na sessão, a resposta é um sonoro sim. Talvez a compreensão de partes da história pelos pequenos fique um pouco a desejar. Há pontos de discussão que podem facilmente passar despercebidos, como a exploração do tema da redenção na linda cena final. O certo é que a indicação de 10 anos é mais do que suficiente. Os sustos para os mais pequeninos podem ser um tanto quanto traumáticos.

Sozinho no roteiro e dividindo a direção com Sam Fell, Chris Butler estreia uma criação sua após trabalhar com nomes de peso como Tim Burton em A Noiva Cadáver; e parece ter aprendido com o seu mestre. Usa da técnica artesanal do stop-motion, em que os bonecos são manipulados e fotografados em cada um dos seus movimentos para depois resultar na sequencia que vemos na tela do cinema. Por ser uma técnica tão trabalhosa, mostra a dedicação e amor pela sétima arte que agrada em seu resultado final. ParaNorman parece estar agradando ao público brasileiro. Eu não o perderia nem morta…

Um Grande Momento

“Você precisa dormir, Agatha.”

Paranorman

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