(Panic Button, GBR, 2011)
Suspense
Direção: Chris Crow
Elenco: Scarlett Alice Johnson, Jack Gordon. Michael Jibson, Elen Rhys, Joshua Richards
Roteiro: Chris Crow, Frazer Lee, John Shackleton, David Shillitoe
Duração: 96 min.
Nota: 2 ★★☆☆☆☆☆☆☆☆

Assistir a filmes ruins é uma mania interessante. É como uma espécie de masoquismo cinéfilo que ataca várias pessoas do mundo. O alvo aqui não são os guilty pleasures – aqueles filmes bem ruins que conseguem conquistar/divertir/envolver por algum motivo e ocupam um lugar cativo no coração da pessoa.

São filmes realmente ruins, de qualidade inferior, com roteiro esburacado e atuações de gosto duvidoso. É uma doença que começa com a frase “nossa isso deve ser horrível” antes de apertar o play, seguida por risos ou cochilos involuntários durante a reprodução e que atinge seu ápice na diversão de ter perdido o tempo com algo tão dispensável.

Sim, não faz mesmo nenhum sentido. Mas é uma coisa que tem ganhado força, principalmente depois da facilidade em se acessar os filmes, seja com os muitos canais na televisão paga ou com os muitos serviços de streaming de vídeo disponíveis. Lembrando sempre que filme ruim só vale a pena ver em casa, a menos que grandes efeitos especiais possam valer a ida ao cinema, como no caso de Deuses do Egito e afins.

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Pânico Virtual, disponível na Netflix como Panic Button, é um excelente exemplo desse tipo de filme. Está ali e você nunca assistiria. Mas você acaba não resistindo, aperta o play e se joga na previsibilidade do filme, na infantilidade da proposta e nas bem intencionadas mas fraquíssimas atuações.

A sinopse é a seguinte: quatro pessoas acabaram de vencer um concurso de uma rede social e, como prêmio, ganham uma viagem à Nova York. A viagem em um jatinho particular começa bem, mas se transforma em um jogo pela vida de cada um dos que ali estão.

Previsível ao extremo, o longa-metragem com cara de telefilme não se intimida em se entregar a estereótipos e segue todos os passos de um filme que não confia em si mesmo: repete-se, explica-se e, pior, tenta se justificar com uma das motivações mais furadas que poderia ter arrumado.

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No meio de tudo isso, uma ou outra cena até conseguem demonstrar uma boa noção espacial do diretor e algumas tentativas de ousar no uso dos enquadramentos, mas nada que consiga se sobrepor à imagem da serpente faltante nos monitores ou a composição dos cenários.

Do mesmo modo, mesmo que se esforcem, os quatro atores – uns bem piores do que os outros, é claro – não conseguem prevalecer aos diálogos rasos e às muitas cenas apelativas.

Pânico Virtual é um daqueles filmes que tenta chegar em algum lugar, mas não consegue ser original, interessante, assustador e nem divertido em sua jornada. Mas funciona muito bem como filme ruim que deve estar ali disponível para que o público masoquista perca seu tempo com ele.

Um Grande Momento:
Tem isso não.

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