(Os Porralokinhas, BRA, 2007)

Infantil/Aventura

Direção: Lui Farias

Elenco: Rafael Ciani, Maria Mariana Azevedo, Maitê Lima, Miguel Rômulo, Heloísa Périssé, Lucio Mauro Filho, Flávio Migliaccio, Denise Fraga, Antônio Calloni, Márcia Cabrita, Daniele Valente, Maria Clara Gueiros, Ataíde Arcoverde

Roteiro: Robert Ludlum, Lui Farias, Melanie Dimantas, Bernardo Guilherme, Riva Faria

Duração: 80 min.

Na década de 70, tio Maneco, interpretado e criado por Flávio Migliaccio, era aquele tio que toda criança quer ter: aventureiro e inventor, ele estava sempre enlouquecendo o cunhado e fazendo a alegria da criançada com seus passeios loucos e descobertas improváveis.

O filme Os Porralokinhas traz de volta este personagem numa bonita homenagem. Flávio Migliaccio está lá, depois de 30 anos, defendendo muito bem a sua criação e conquistando uma nova geração.

A história começa quando uma jovem índia é salva da morte por um talismã. O responsável pela guarda do objeto passa a ser tio Maneco, que funda uma colônia de férias em um lugar especial do pantanal, chamado Coração da Mata.

Com um elenco que conta com os novos nomes da comédia brasileira: Heloísa Périssé, Lucio Mauro Filho, Márcia Cabrita e até uma ponta de Maria Clara Gueiros, o filme é leve e divertido. As crianças, capitaneadas por Rafael Ciani, não ficam atrás e conduzem várias cenas com espontaneidade e competência.

O roteiro tem alguns probleminhas, mas eles são sutis e não são tão percebidos pelo público alvo. Os pequenos entram e ficam grudados na tela, torcendo como se fossem mudar alguma coisa do que está ali diante deles.

As cenas na florestas são cheias de muita ação e a fotografia do filme, de Jacob Solitrenick, sabe como aproveitar bem o visual do pantanal. A trilha sonora de Dado Villa-Lobos deixa um pouco a desejar, mas a música de abertura é contagiante e a criançada aprovou.

Apesar de ser regular, uma coisa me incomodou muito: as borboletas. Acontece que Lui Farias tem uma produtora que se chama Borboletas na Barriga e as bichinhas eram parte integrante de quase todos os momentos do filme. Foi borboleta demais…

O filme vale muito por ser uma homenagem a um dos grandes atores brasileiros, responsável pela eternização de personagens como Tio Maneco e Xerife, presentes até hoje nas conversas de quem gostava de tv e cinema. Nada mais justo, também, do que esta homenagem partir de Lui Farias, já que sua estréia no cinema foi como Beto, sobrinho de Maneco, no filme Aventuras com Tio Maneco.

Para meninos e meninas que gostam de aventura e para os adultos que conheceram o Tio Maneco e podem, agora, matar a saudade.

Um Grande Momento

A queda d’água.