(Dark Skies, EUA, 2013)

Terror
Direção: Scott Stewart
Elenco: Keri Russell, Josh Hamilton, Dakota Goyo, Kadan Rockett, J.K. Simmons, Myndy Crist, Annie Thurman, Tom Costello, Marion Kerr
Roteiro: Scott Stewart
Duração: 97 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Talvez a melhor coisa de Os Escolhidos seja a aura nostálgica que ele carrega. Primeiro pela temática, alienígenas que aparecem para tirar o sono de uma família; depois pelo desenrolar da trama, que em momento algum se preocupa em ser menos ingênua e distante de tantos outros filmes de terror de antigamente, e por último por suas escolhas sonoras e visuais, muito diferentes de tantas outras supervalorizadas pelas novas tecnologias de som e de recriação gráfica. Em uma época onde títulos americanos de terror seguem sempre as mesmas receitas básicas, é interessante ver filmes que vão lá atrás buscar referências.

Mas isso não é o suficiente para fazer um filme bom. O longa tem alguns probleminhas difíceis de engolir, como uma tentativa de associar invasões alienígenas e o mal que vem com elas a nacionalidades consideradas rivais. Ainda que seja uma característica também antiga e muito presente nas produções de décadas passadas, não tem mais o menor cabimento e não faria falta nenhuma. Outros incômodos vêm com as atuações irregulares, principalmente dos casal de protagonistas; alguns clichês, que mantêm essa linha antiga, mas que não são tão necessários assim, e, principalmente, com o desequilíbrio do roteiro que não consegue sustentar sua trama por tanto tempo.

A história é a de uma família de subúrbio dos Estados Unidos que tenta se virar depois da crise econômica que assolou o país. Daniel Barrett está desempregado e tenta arrumar um jeito de pagar a hipoteca que já está atrasada. Sua mulher, Lacy é corretora de imóveis, mas não tem tido sucesso nas vendas. Os casal tem dois filhos, o adolescente Jesse e o ainda criança Sam. Entre os problemas cotidianos e muitas tentativas de manter as aparências, eventos estranhos envolvendo o caçula começam a acontecer na casa dos Barrett.

Somando efeitos sonoros sensacionais que misturam elementos de percussão e espirais agudíssimas a uma trilha sonora inspirada e bons contrastes de claro e escuro, o filme até consegue criar alguns bons momentos de tensão e de suspense. Embora acerte algumas vezes, Scott Stewart, diretor dos fracos Legião e Padre, parece meio inseguro sobre que caminho tomar em alguns momentos. Enquadramentos frenéticos como o do churrasco simplesmente não combinam com nada no filme, assim como apelar para facilidades visuais com luzes inexplicáveis também não faz tão bem assim.

Entre os erros e acertos, Os Escolhidos vai se mantendo com aquilo que é importante nos filmes do gênero, o medo do que vai acontecer. E o interessante é isso funcionar usando uma fórmula que já foi utilizada tantas vezes e há tanto tempo atrás. Um apanhado de boas cenas com pássaros, postes, alarmes e cômodos escuros são pra lá de conhecidas, mas rendem. Pena que não cheguem sem aquele monte de clichês. Alguns modernos, como resultados de busca na internet, e outros nem tanto assim, como o especialista que sabe tudo sobre o assunto.

Mas é um filme que, apesar dos pesares, consegue funcionar como exemplar de diversão fácil e que não precisa de tanta dedicação. Sem falar que traz consigo a aura tosca dos antigos filmes em que os alienígenas não eram hábeis guerreiros ultratecnológicos e donos de armas poderosas, mas simplesmente assustavam por fazerem parte do desconhecido. Pode ser ingênuo para os dias de hoje, mas é interessante sentir isso de novo.

Um Grande Momento:
Procurando Sam.

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