(Confessions of a Shopaholic, EUA, 2009)

Comédia

Direção
: P. J. Hogan

Elenco: Isla Fisher, Hugh Dancy, Krysten Ritter, Joan Cusack, John Goodman, John Lithgow, Kristin Scott Thomas, Lynn Redgrave, Leslie Bibb

Roteiro: Sophie Kinsella (romances), Tracey Jackson, Tim Firth, Kayla Alpert

Duração: 104 min.

Minha nota: 6/10

Um armário entulhado de sapatos, bolsas, vestidos, saias, botas, casacos, jaquetas, calças, luvas, camisas e camisetas. É muita coisa, mas no dia daquela festa especial nada combina e, ao olhar aquele monte de cabides e opções, parece que o armário está vazio. Levanta a mão quem nunca falou um “eu não tenho nada para vestir hoje!”

Ou então aquela plaquinha do mal com palavras conquistadoras como “promoção”, “sale”, ou “off” que parece ter o imã cerebral mais forte do mundo. Você nem está precisando de um sapato amarelo como aquele, às vezes nem gosta da cor, mas está tão barato que não comprar seria um pecado.

Ainda tem aquele maldito negocinho de plástico que mora dentro da carteira da gente e que faz o estrago no(s) mês(es) seguinte(s) com uma compra totalmente absurda de uma bolsa de girafas que custou o que você jamais pagaria em algo para usar, ou pior, não pagaria em nada que não fosse um pacote de férias para o Caribe.

Isso se você ainda estiver em um lugar seguro, com várias milhas te separando da meca das compras da atualidade: Nova York, ou seja, bem longe da Madison Avenue ou das ruas 14 e 34. Mas Rebecca Bloomwood estava justamente ali, no centro do consumismo e com doze cartões de crédito na carteira.

Depois de ignorar o rumo de suas finanças, Rebecca Bloomwood é despedida e sem salário tudo se complica ainda mais. Agora ela precisa se controlar, fugir do cobrador e arrumar um emprego de qualquer jeito. Claro que antes dá para comprar uma echarpe verde.

A história é bobinha, mas diverte e é muito bem levada por P. J Hoogan (O Casamento de Muriel) e seu elenco, com destaque especial para a bonitinha e engraçada Isla Fischer (Três Vezes Amor) que não é a Amy Adams (Encantada), como andam pensando por aí, e é muito talentosa.

Claro que é clichê demais e segue a mesma receitinha pronta de tantos outros filmes que já vimos por aí. Tem o carinha bonitinho e bem nascido, a secretária contida e incentivadora, a melhor amiga confidente, os pais gente boa, a editora de moda e aquela loira bitch que não poderia faltar.

Todo mundo é totalmente feliz ou totalmente triste, totalmente bom ou totalmente ruim, e só a protagonista tem oscilações de humor. As coisas também acontecem com uma naturalidade tão absurda que nada precisa ser muito pensado por quem está vendo o filme. Vai e ponto, sem complicação nenhuma.

Até a trilha sonora, ainda que divertida, é daquelas que sublinha o que está sendo mostrado, deixando tudo evidente demais.

Mas não deixa de ser uma boa opção para dias em que rir é um excelente pedida e pensar é algo que não está muito nos planos. Daqueles para sentar, relaxar e curtir.

Pelas conversas depois do filme, muita mulher ficou um pouco chocada com o extremo consumista de Becky. Tanto que a saída geralmente é direto do cinema para o carro, sem passeios pelo shopping. Aqui em casa, inclusive, resultou em alguns cartões guardados bem longe da carteira.

Um Grande Momento

Becky destruindo na pista de dança.

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