(Operações Especiais, BRA, 2015)

Ação
Direção: Tomas Portella
Elenco: Cleo Pires, Fabrício Boliveira, Fabiula Nascimento, Marcos Caruso, Thiago Martins, Fábio Lago, Luci Pereira, Olivia Araújo, Amélia Bittencourt, Jonathan Azevedo, Antonio Pedro Tabet
Roteiro: Mauro Lima, Tomas Portella, Martina Rupp
Duração: 90 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Aproveitando o momento de descrença, onde se percebe a corrupção em cada canto do país, chega aos cinemas brasileiros o filme de ação Operações Especiais, dirigido por Tomas Portella (Desculpe o Transtorno) e com Cleo Pires (O Tempo e o Vento) no papel principal.

A atriz global é Francis, uma jovem formada em turismo que resolve fazer concurso para a Polícia Civil pelo motivo mais bobo do mundo. Depois de ser aprovada no curso de formação com louvor, ela toma posse e passa os dias a fazer trabalho burocrático. O momento é o da tomada do Morro do Alemão e da consequente migração dos chefes do morro para cidades próximas ao Rio de Janeiro.

Essa, pelo menos, é a ideia que o filme quer passar ao demonstrar o aumento da violência na fictícia São Judas do Livramento. Quando duas crianças morrem, vítimas de bala perdida, a Polícia Civil fluminense resolve dar um jeito na situação. Para isso monta uma equipe especial de policiais antigos e novatos na corporação. Chefiados pelo delegado Fróes, o único pré-requisito necessário para entrar na operação é ser honesto.

Bobinho no argumento, o filme acaba se valendo de bons momentos de tensão. O jogo de câmeras nas incursões, além de boas sequências de perseguição e tiroteio, chegam exatamente onde gostariam de chegar e conseguem causar sensações na plateia. Como já comprovado em Isolados, o diretor consegue criar um ambiente e fazer com que ele provoque determinados sentimentos. Apesar de não sobreviver a certos tropeços.

As atuações são irregulares. Embora a maioria do elenco não comprometa, Fabrício Boliveira (Faroeste Caboclo) está muitos tons acima e destoa dos colegas de cenas, seja na empostação da voz ou nos muitos e exagerados trejeitos. Outra que também deixa a desejar na construção de seu personagem é Fabíula Nascimento (O Lobo Atrás da Porta), mas a dificuldade parece vir de um sotaque que não funciona em hora nenhuma.

Mas é só um filme de ação e ninguém espera perfeição em um filme de ação. Nem um roteiro rebuscado, que faça o público pensar muito. Alguns se divertirão com o que vão ver.

Um Grande Momento:
A primeira invasão.

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