(Big Hero 6, EUA, 2014)

Animação
Direção: Don Hall, Chris Williams
Roteiro: Duncan Rouleau, Steven T. Seagle (personagens), Paul Briggs, Joseph Mateo, Jordan Roberts, Daniel Gerson, Robert L. Baird,
Duração: 10 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Há pouco tempo, a Disney decidiu que precisava mudar o jeito como contava histórias. O resultado pode ser conferido nos últimos filmes do estúdio. De outro modo, e há bem mais tempo, a Marvel decidiu que as histórias de super-heróis baseadas em quadrinhos também tinham que ter uma abordagem própria. Operação Big Hero é a junção desses dois projetos e até que funciona bem.

O longa, inspirado em uma série de quadrinhos, conta a história de Hiro, um geniozinho órfão que descobre nas lutas proibidas de robôs um jeito fácil de ganhar a vida. Após algumas confusões, seu irmão, Tadashi, resolve levá-lo ao laboratório da universidade, onde está desenvolvendo um novo projeto: Baymax, um robô médico. Hiro acaba se apaixonando pelo local, pelas possibilidades da ciência e se anima com a ideia de virar aluno do lugar.

Depois disso, há perdas, traição, decepção e, claro, a necessidade de que um grupo de guerreiros entre em ação. O time de heróis ocasionais recebe o nome de Big Hero 6, por conta do número de participantes. Todos são nerds e não tem a menor experiência no campo de batalha, o que garante algumas boas risadas.

Mas é Baymax, o robô médico transformado em guerreiro, que domina o filme. A fofura do gigante gordo, literal ou não, contagia. Difícil resistir à inadequação daquela figura com as situações, ou a falta de jeito com as coisas que não consegue compreender muito bem.

Entre o humor ingênuo e algumas apelações, a força da animação vai além das cenas de ação e se destaca na relação desenvolvida entre a criatura tecnológica e o jovem Hiro. Mais do que efeitos especiais, há uma preocupação com a construção daqueles dois personagens e com a dinâmica entre eles.

O mesmo, porém, não pode ser dito dos coadjuvantes. A equipe é divertida, a tia interessante e até a história do vilão tem o seu apelo, mas uma ausência de desenvolvimento e um afastamento do roteiro acabam deixando a relação com o público bastante dificultada. A dublagem brasileira, que só contou com profissionais nos dois papéis principais, também pode ter contribuído com a sensação de estranhamento. O que não é uma característica nem da Disney e nem da Marvel, diga-se de passagem. Para ambos, coadjuvantes sempre são muito importantes para a trama. Não é o que se percebe aqui.

Mas, graças ao carisma da dupla principal e, principalmente de Baymax, o filme funciona mesmo. E dá uma certa pena deixar a sala de cinema, porque a vontade é de ver aquelas duas figuras por muito mais tempo.

Além disso, outros pontos positivos chamam atenção no desenho animado. É o caso de San Fransokyo, a cidade criada para o filme, uma mistura de San Francisco e Tóquio do futuro, muito colorida e cheia de texturas. O som e a trilha sonora modernosa também não ficam devendo.

Um filme para passar o tempo, se divertir e deixar a fofura tomar conta de você.

Como em qualquer filme da Marvel, os fãs de quadrinhos não podem sair da sala antes do fim dos créditos.

Um Grande Momento:
Na delegacia.

Logo-Oscar1Oscar 2015
Melhor Animação

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