(No Country for Old Men, EUA, 2007)

Drama

Direção: Ethan Coen, Joel Coen
Elenco
: Javier Bardem, Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Woody Harrelson, Kelly Macdonald, Garret Dillahunt, Tess Harper, Stephen Root
Roteiro: Cormac McCarthy (romance), Ethan Coen, Joel Coen
Duração: 122 min.

Assistir a um filme dos irmão Coen é certeza de olhos grudados na tela, atenção nos mínimos detalhes e aquela impressão no final de que eles queriam dizer mais alguma coisa que não captamos de cara. É difícil sair de qualquer de seus filmes e não continuar pensando em tudo que assistimos bastante tempo depois.

A primeira coisa que fiz ao sair do cinema foi ligar para minha prima Renata e contar que estava com a mesma impressão que ela tivera de não ter compreendido tudo que eles queriam me dizer. Mas foi só chegar em casa para as coisas já estarem muito mais claras.

Desta vez, um dos problemas foi a tradução do título para o português. Primeiro por não refletir em nada a realidade do filme, depois porque oculta o assunto principal do mesmo: o choque de viver numa vida que você conhecia tão bem e, com o passar do tempo, virou uma caótica realidade, com a qual você não sabe mais lidar.

Para passar a mensagem o filme conta a história de uma chacina no deserto com vários mortos, uma carreta cheia de heroína e uma mala cheia de dinheiro. Um homem resolve ficar com a mala e acaba cruzando o seu caminho com o de um assassino frio.

O cuidado visual com todas as cenas é impressionante, assim como a atuação esplêndida de Bardem, como um marginal cheio de princípios. Tommy Lee Jones também consegue transmitir bem a pouca esperança de um homem que viu de perto o crescimento da violência. Brolin supera as espectativas, mas Harrelson não disse a que veio.

A edição, feita pelos próprios irmãos Coen sob o pseudônimo de Roderick Jaynes, é simplesmente perfeita, assim como a fotografia, de Roger Deakens, e a opção pelo silêncio para os momentos de maior tensão ao invés de trilhas sonoras óbvias.

O filme merece ser visto por todo o seu conjunto como cinema, para conferir um Bardem simplesmente maravilhoso e para uma reflexão sobre como a violência hoje faz parte de tudo que está no mundo e que antes, simplesmente, só aparecia para visitas rápidas e esporádicas. Deu pra sentir o pessimismo? Isso não é nem o começo!

O mais premiado de todos os indicados ao Oscar, já com 73 prêmios em festivais estadunidenses e outros, o filme deve levar a estatueta de melhor ator coadjuvante e de mais algumas categorias importantes.

Um Grande Momento
Vou ter que citar dois: quando o xerife entra no quarto e o estrangulamento (em sua homenagem, Rê!)

Logo-Oscar1Oscar 2008
Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem),



Prêmios e indicações
(as categorias premiadas estão em negrito)

Oscar: Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Ator Coadjuvante (Javier Bardem), Edição (Roderick Jaynes), Fotografia (Roger Deakens), Som (Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff, Peter F. Kurland), Edição de Som (Skip Lievsay)

BAFTA: Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Ator Coadjuvante (Javier Bardem), Ator Coadjuvante (Tommy Lee Jones), Atriz Coadjuvante (Kelly Macdonald), Edição, Fotografia, Som

Cannes: Palma de Ouro

Globo de Ouro: Filme, Direção, Roteiro, Ator Coadjuvante (Javier Bardem)

Toronto: Filme, Direção, Roteiro, Ator Coadjuvante (Javier Bardem)

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