(Oblivion, EUA, 2013)

Ficção Científica
Direção: Joseph Kosinski
Elenco: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Nikolaj Coster-Waldau, Melissa Leo, Zoe Bell
Roteiro: Joseph Kosinski e Arvid Nelson (história em quadrinhos), Joseph Kosinski, Karl Gajdusek, Michael Arndt
Duração: 126 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

No futuro, a Terra foi devastada depois de uma guerra com alienígenas invasores. Os próprios humanos destruíram o planeta tentando livrar-se dos extraterrestres e, depois, os sobreviventes mudaram-se para uma base em um das luas de Saturno. Por aqui restaram apenas Jack e Victoria, responsáveis pela segurança do que restou do planeta e pela manutenção das máquinas que o protegem e fazem a extração de água do mar que gera a energia para a base interplanetária, e alguns invasores.

Essa é a premissa de Oblivion, o novo filme do recriador de Tron Joseph Kosinski, estrelado por Tom Cruise e baseado em uma história em quadrinhos nunca publicada do próprio diretor e de Arvid Nelson. De maneira geral, o argumento é bem interessante e, como a maioria das histórias de ficção científica, traz características clássicas de universos futuristas, cria uma nova realidade intrigante e consegue relacionar-se de forma crítica com o presente.

O problema é que se perde em seu visual e nos detalhes tecnológicos de sua “realidade”, demonstrando que a grandiosidade da concepção é mais importante que o próprio desenvolvimento da história.

Reafirmações de que a destruição foi causada pelos humanos que “ganharam a guerra, mas perderam o planeta” são usadas para expor aquela nova Terra e acabam funcionando de maneira diferente da esperada, atrapalhando o aprofundamento do público na trama e o afastando de maneira grave.

Depois de um certo ponto, ainda na primeira parte do filme, imagens e eventos chegam a parecer gratuitos e aleatórios. E aparecem perdidos em meio a outros dificultadores, como opções narrativas problemáticas, uma trilha sonora que funciona como muleta e referências indicativas que podem ser interessantes, mas acabam antecipando o suspense que deveria ser criado, como um certo livro de Charles Dickens no refúgio criado por Jack.

As coisas até melhoram com a chegada de uma nave tripulada e a sobrevivência de uma humana, quando algum interesse desponta na tela, mas não sobrevivem muito tempo aos exageros, aos momentos ingênuos e às soluções equivocadas, chegando ao ponto de trazer em flashback uma história que acabou de ser contada e entendida pelo espectador ou de usar uma covarde explanação para amarrar todas as pontas que se encontravam soltas até então.

Com um Tom Cruise atuando no automático, marcações de cenas batidas, alguma previsibilidade e frases de efeito, o que fica de Oblivion é o visual interessantíssimo, um som de primeira qualidade, Morgan Freeman – que é um dos poucos atores que sempre acerta, independente do projeto assumido – e uma bela premissa disperdiçada.

No mais, dá até vontade de torcer para que a remoção obrigatória da memória seja possível.

Um Grande Momento:
Os passeios pela nova Terra.

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