(August Rush, EUA, 2007)

Drama

Direção: Kirsten Sheridan

Elenco: Freddie Highmore, Keri Russell, Jonathan Rhys Meyers, Terrence Howard, Robin Williams, William Sadler

Roteiro: Paulo Castro, Nick Castle, James V. Hart

Duração: 110 min.

A música sempre fez parte da minha vida. Várias vezes pensei em seu poder como linguagem universal e o quanto o mundo era pequeno para toda a sua grandeza. Por isso o filme me despertou tanto interesse quando vi o trailer.

Um menino, pequeno gênio musical, é criado longe dos pais e seu único desejo é conhecê-los. Ele pensa que através da música pode ser encontrado por eles.

O filme está longe de ser o que eu esperava. Apesar de ter seqüências musicais interessantíssimas, trata a história em si de maneira piegas e batida. Muitos personagens não conseguem ter uma definição e os acontecimentos, sempre muito improváveis, vão fluindo desordenadamente, como se o tempo fosse acabar e aquilo tivesse que ser enfiado antes.

O pequeno Freddie Highmore, de A Fantástica Fábrica de Chocolate, está muito bem como sempre. Sua mãe, a antiga Felicity, continua muito fraca e seu pai, de Match Point, está enfraquecido pelo papel bobo e pela direção frouxa.

A trilha sonora é boa, mas não excepcional.

Apesar dos pesares, o filme tem uma graça discreta. Histórias de filhos e pais separados sempre levam várias pessoas ao cinema. Mas acho que é melhor guardar para aqueles dias de nada para fazer e com vontade de não pensar.

Cenas como a primeira reação dele frente a uma partitura são tão inverossímeis que dá vontade de levantar e ir embora, mas essa é a pior. Pode ficar que não vai doer tanto assim.

Um Grande Momento

O duelo de violão na praça.



Prêmios e indicações
(as categorias premiadas estão em negrito)

Oscar: Canção (Rase It Up, de James Joseph, Chales Mack e Tevin Thomas)

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