(Brokeback Mountain, EUA, 2005)

Drama

Direção: Ang Lee

Elenco: Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Randy Quaid, Michelle Williams, Anne Hathaway, Scott Michael Campbell

Roteiro: Anne Proulx (conto), Larry McMurtry e Diana Ossana (roteiro)

Duração: 134 min.

Um dos filmes mais comentados nos últimos tempos, alvo de piadinhas e preconceito, O Segredo de Brokeback Mountain conta uma história de amor entre dois cowboys, que se apaixonam depois uma temporada isolados num trabalho de verão, onde deveriam vigiar ovelhas.

Pra variar, tenho uma história com esse filme também. Fui assistir e achei belíssimo. Muito bem feito, com atuações precisas e um roteiro muito bom. Assim que cheguei em casa, comentei com minha filha adolescente e ela ficou brava comigo por não tê-la levado ao cinema comigo.

Além da classificação indicativa, pensei na minha cara assistindo à primeira cena de sexo do filme ao lado dela. Não sou de ter vergonha de nada não, mas quando estou no cinema com minha vó, minha mãe ou minha filha, quase morro de constrangimento com cenas assim. Boba, né?

Bom, voltando ao assunto, falei que achava que ela precisava crescer mais para assistir ao filme. Alguns meses depois, eu fui com os meninos a uma livraria. Estava naquele cantinho infantil, que toda livraria tem agora, com o Rodrigo e percebi que a Daniela, minha filha adolescente, tinha sumido. Fui procurá-la e encontrei-a sentada em uma mesinha, com um livro aberto. Parei ao lado dela e li a primeira frase do livro. Era algo como: “o quarto fedia a cigarro, suor, cerveja, sexo e merda”. Fechei o livro no susto e vi a capa: “O Segredo de Brokeback Mountain”.

Na hora resolvi passar na locadora e alugar o filme. Eu com vergonha do filme e ela lendo o livro que era vinte vezes mais explícito.

O filme é de uma delicadeza enorme e demonstra bem a dificuldade de lidar com a homossexualidade. Ainda mais numa sociedade preconceituosa como a estadunidense, onde alguns papéis são exclusivos de machões, e há mais de 30 anos.

O roteiro está muito bem amarrado e os dois atores estão muito bem nos papéis principais. A fotografia de Rodrigo Prieto é maravilhosa e a música de Gustavo Santaolalla casa perfeitamente com o filme.

Técnicas a parte, o filme vale pela reflexão sobre o preconceito de maneira geral. Amor é amor, independente de quais sejam as pessoas que o sentem.

Filme para ser visto por todos. Muitos machões de plantão perderão, mas vão deixar de assistir a uma preciosidade.

Um Grande Momento

O reencontro.

Oscar-logo2Oscar 2006
Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora (Gustavo Santaolalla)

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