(Stonehearst Asylum, EUA, 2014)

Suspense
Direção: Brad Anderson
Elenco: Kate Beckinsale, Jim Sturgess, David Thewlis, Brendan Gleeson, Ben Kingsley, Michael Caine, Jason Flemyng, Sophie Kennedy Clark, Sinéad Cusack, Edmund Kingsley
Roteiro: Edgar Allan Poe (conto), Joe Gangemi
Duração: 112 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Baseado no conto “The System of Doctor Tarr and Professor Fether”, de Edgar Alan Poe, O Refúgio de Stonehearst conta com um bom elenco e consegue despertar uma certa curiosidade com o suspense de sua trama. Ainda que o filme possa, a qualquer momento de seu desenvolvimento, ser confundido com outros exemplares de suspense médico/psiquiátrico, ou, mais especificamente, com Ilha do Medo, dirigido por Martin Scorsese e protagonizado por Leonardo DiCaprio, há alguma coisa interessante no que se vê.

Superficialidades e semelhanças se misturam à aura gótica da história daquele médico que chega ao manicômio e encontra uma realidade completamente diversa da que estava esperando. Mas nada mais pode ser dito sobre o filme, para que não se revele alguma coisa da trama indevidamente.

Protagonizado por Jim Sturges (Quebrando a Banca), que não vai muito além do que já se viu dele tantas vezes, e por Kate Beckinsale (O Vingador do Futuro), tentando demonstrar, sem sucesso, sua capacidade corporal em ataques histéricos, O Refúgio de Stonehearst acaba se fortalecendo nas atuações secundárias de Ben Kinsgley (A Invenção de Hugo Cabret), como o diretor do hospício; Michael Caine (A Origem), como o detento, e David Thewlis (Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2) como o jardineiro.

O roteiro, assinado por Joe Gangemi (Estrada Maldita), embora se perca no final, consegue criar algum mistério e surpreender na virada da trama. Além disso, constrói bem uma realidade psicótica e alucinada, que tudo tem a ver com aquilo que se pretendia alcançar.

O grande problema do filme é a sensação constante de que aquilo que se vê parece sempre ser considerado genial demais por quem o está realizando. Brad Anderson (Chamada de Emergência) já mostrou que é capaz de criar um clima de suspense e segurar seus espectadores na cadeira, mas O Refúgio de Stonehearst é muito mais presunçoso do que poderia ser.

Claro que há alguns acertos na direção de fotografia, assinada por Tom Yatsko, conhecido por sua contribuição em séries de televisão como “Gothan” e “Bates Motel”; ou na música de John Debney (A Sombra do Inimigo). E há a direção de arte de Alain Bainée (Branca de Neve e O Operário), bastante competente na criação de um universo.

Mesmo que não seja perfeito e esteja longe disso, é um bom exemplar de suspense. E tem tudo para funcionar muito bem para aqueles que querem apenas passar o tempo.

Um Grande Momento:
Porão.

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