(Quartet, GBR, 2012)

Comédia
Direção: Dustin Hoffman
Elenco: Maggie Smith, Tom Courtenay, Billy Connolly, Pauline Collins, Michael Gambon, Sheridan Smith
Roteiro: Ronald Harwood (peça e roteiro)
Duração: 98 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

“Envelhecer não é para maricas”. Esta frase de Bette Davis é repetida algumas vezes ao longo de O Quarteto e resume a mensagem que o filme deseja transmitir. Dirigido por Dustin Hoffman, o longa se passa em um retiro de músicos aposentados, durante as preparações do concerto anual que homenageia o aniversário do compositor Giuseppe Verdi.

Beecham House é o nome do local onde músicos talentosos vivem aposentados e recebendo cuidados médicos. A saída deles dos palcos não os impede de fazer aquilo que mais gostam: tocar e cantar. O ambiente da casa é sempre festivo e musical, as limitações impostas pela idade avançada como, por exemplo, falta de memória, dificuldade de locomoção ou até mesmo alcançar as mesmas notas musicais que os consagraram, são tratadas com bom humor e como parte do processo da vida.

Reg (Tom Courtenay), Wilf (Billy Connolly) e Cissy (Pauline Collins) formam um trio inseparável de amigos, que vislumbra a oportunidade de reviver a ópera Rigoletto, um dos maiores sucessos de suas carreiras, quando Jean Horton (Maggie Smith) chega ao retiro.

O interessante do filme de estreia na direção de Dustin Hoffman é ver artistas que iniciaram cedo na profissião dialogar sobre suas carreiras e a manutenção na ativa mesmo diante dos desafios impostos pela idade. Neste ponto, a escolha do elenco não poderia ter sido mais acertada. A interpretação do quarteto de atores que encabeçam o filme é tão exuberante quanto a ópera de Verdi que seus personagens executam.

Maggie Smith se destaca como Jean Horton, ela tem uma habilidade ímpar em construir personagens que despertam amor e ódio ao mesmo tempo. Quem também prende a atenção do espectador é Pauline Collins, tão carismática que a vontade é de adotá-la e levar para casa. Do lado masculino do elenco, quem rouba as cenas é o impagável Michael Gambon no papel de Cedric, o diretor mandão e egocêntrico do concerto.

Porém, a produção deixa a desejar no aprofundamento das questões sobre a velhice, filmes recentes sobre o mesmo tema, como O Exótico Hotel MarigoldE Se Vivêssemos Todos Juntos?, desenvolvem melhor o assunto.

De qualquer forma, O Quarteto é um bom filme. Bastante alegre e sensível, acaba sendo uma lição para todos nós sobre como envelhecer com dignidade.

Um Grande Momento:
O concerto.

O-Quarteto

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