(The Great Gatsby, EUA, 1974)

Drama
Direção: Jack Clayton
Elenco: Robert Redford, Mia Farrow, Bruce Dern, Karen Black, Scott Wilson, Sam Waterston, Lois Chiles
Roteiro: F. Scott Fitzgerald (romance), Francis Ford Coppola
Duração: 144 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Adaptação do conhecido romance de F. Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é uma releitura distante e fria, que tenta se parecer com o romance do escritor estadunidense. Embora tudo esteja na tela, os personagens, os locais e acontecimentos, falta profundidade no roteiro de Francis Ford Coppola (O Poderoso Chefão) e na direção de Jack Clayton (Almas em Leilão).

Querendo trabalhar na bolsa de valores, Nick Carraway muda-se para Long Island. Seu vizinho é o milionário Jay Gatsby, um homem misterioso e fascinante. Os dois tornam-se amigos, mas a amizade tem uma intenção, Gatsby quer se aproximar da prima de Nick, Daisy Buchanan por quem é apaixonado. A moça é casada com o safado Tom.

O elenco reúne nomes importantes do cinema hollywoodiano, mas não funciona. Jay Gatsby, um homem desesperado por uma lembrança do passado que não pode ter, é vivido por Robert Redford (Butch Cassidy), mas falta equilíbrio ao personagem. O objeto de seu desejo, Daisy Buchanan, é vivida por Mia Farrow (O Bebê de Rosemary) e é impossível acreditar que alguém sentisse falta e não se achasse bom o suficiente para alguém tão insuportável. Culpa da atuação histérica e desmedida de Farrow. Sobram as eficientes participações de Bruce Dern (Amargo Regresso) como Tom Buchanan e Sam Waterston (Os Gritos do Silêncio) como Nick Carraway. Scott Wilson (Ensina-me a Viver) como George Wilson também não compromete.

O ritmo do filme também é um dos problemas. Não existe uma liga na história, que torne o que estamos vendo em algo realmente atraente e cenas muito mais longas do que o necessário e repetições deixam isso muito evidente. A literalidade de algumas cenas também incomoda um pouco.

Entre as qualidades, está a direção de fotografia de Douglas Slocombe (Os Caçadores da Arca Perdida) que se aproveita bem das locações e consegue não se perder na arte de John Box (Lawrence da Arábia), ora exageradamente clara, ora exageradamente escura. O figurino de Theoni V. Aldredge (Rede de Intrigas) também é eficiente e chegou a ganhar um Oscar.

Entre erros e acertos, o filme vale a pena pela história realmente interessante criada por F. Scott Fitzgerald. Mesmo que deturpada, ela tem uma força inegável.

Um Grande Momento:
O confronto entre Gatsby e Tom no hotel.

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