(Terminator Salvation, EUA/ALE/GBR/ITA, 2009)

A maior vantagem de assistir a um filme de McG (As Panteras Detonando) é que a gente já entra no cinema esperando uma bomba. Assim, o resultado acaba tendo mais chance de ser bonzinho. No caso da franquia Exterminador do Futuro, há outro ponto a ser levado em conta. O terceiro filme da série é tão inferior que é difícil fazer algo pior.

Depois de muita divulgação, brigas gravadas do Christian Bale, boatos da participação de Arnold Schwarzenneger e a caracterização de qualquer coisa ligada ao filme, McG consegue prender a atenção dos espectadores logo nos primeiro momentos do filme.

Em 2018, o mundo é dominado pelas máquinas da Skynet e John Connor é um dos líderes da resistência. Um homem misterioso aparece e ninguém sabe se ele é amigo ou inimigo.

A música, a presença de Helena Bonham Carter e os preparativos da execução de Marcus Wright (Sam Worthington) são escolhas eficientes. As cenas seguintes cheias de explosões, estratégias de guerra, máquinas bélicas, tecnologia e cortes frenéticos chamam a atenção dos que gostam do gênero.

Alguns detalhes técnicos também fazem toda a diferença. O tom sempre cinza de um futuro quase sem vida, a edição de som simplesmente fantástica e uma trilha sonora tão movimentada quanto as sequências acrescentam ainda mais aos planos surpreendentemente interessantes escolhidos por McG. Um plano-sequência que mostra a evasão de John Connor em um helicóptero e alguns planos bem abertos são bons exemplos disso.

Mas claro que se alguns pontos são muito interessantes, outros vão nos lembrar o tempo todo que não passa de mais um trabalho do diretor de Somos Marshall. O pior deles, claro, é a direção de atores. Christian Bale aparece sempre com expressões muito marcadas e falsas e Bryce Dallas Howard, que vive a esposa do rapaz, não fica muito atrás.

A sorte é que Sam Worthington, ator bem menos conhecido, apesar de não ser excelente consegue trazer o seu Marcus sempre coerente e assume com folga o papel de protagonista. A força do personagem dentro da trama e a comparação sempre constante entre ele e Connor favorecem o trabalho do ator.

Claro que do lado ruim também estão algumas incoerências que sempre fazem parte de filmes do tipo. Se alguns robôs aparecem exatamente como vieram ao mundo, outros têm a pele sintética utilizada no passado (?). Mas o mais estranho é ver robôs do futuro vestidos. Por que diabos uma máquina faria questão de usar roupas ou trapos de roupas?

Algumas modificações também foram feitas na estrutura do T-800 que resiste mais a determinados elementos. Como já conhecemos o personagem dos três filmes anteriores, a mudança é perceptível e incomoda.

Apesar dos furos, o filme consegue manter uma ligação com os episódios anteriores. Seja pela citação de uma frase bem marcante ou pela reprodução da música dos Guns N’ Roses que marcou o segundo título da franquia. Nem mesmo o símbolo maior da história deste futuro cibernético, o T-800 vivido por Schwarzenneger, é esquecido e aparece em uma sequência-homenagem em sua versão holográfica.

Os clichês, claro, estão lá e aparecem em quase todas as cenas sem explosões e tiros. Mas, ainda assim e por incrível que pareça, é uma boa pedida quando a vontade é ver filmes movimentados e não pensar muito. Uma boa diversão, mesmo que tenha sido assinada por McG.

Um Grande Momento

Toda a sequência do helicóptero.

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 Submarino

Ação/Ficção Científica
Direção: McG
Elenco: Christian Bale, Sam Worthington, Moon Bloodgood, Helena Bonham Carter, Anton Yelchin, Bryce Dallas Howard, Jadagrace, Jane Alexander, Terry Crews, Michael Ironside, Ivan G’Vera
Roteiro: John D. Brancato, Michael Ferris
Duração: 115 min.
Minha nota: 6/10