(O Concurso, BRA, 2013)

Comédia
Direção: Pedro Vasconcelos
Elenco: Danton Mello, Fábio Porchat, Anderson Di Rizzi, Rodrigo Pandolfo, Carol Castro, Sabrina Sato, Pedro Paulo Rangel, Jackson Antunes, Gigante Léo, Érico Brás, Duda Ribeiro, Nelson Freitas, Jorge Coutinho, Sandra Pêra, Alexandre Dacosta, Leon Lerner, Gaspar Filho, Emiliano Queiroz
Roteiro: L.G. Tubaldini Jr., Leonardo Levis
Duração: 86 min.
Nota: 1 ★☆☆☆☆☆☆☆☆☆

Alguns piadas são sem graça. Elas já nascem assim. Mas o mais triste de uma piada sem graça, é quando aquele que a conta fica tentando reverter a natureza prejudicada da anedota. O Concurso é mais ou menos isso. A tentativa de fazer uma piada sem a menor graça funcionar.

Quatro candidatos são selecionados para a prova oral no concurso de juiz federal. As figuras não poderiam ser mais clichês: o nerd virgem do interior, o nordestino mandingueiro, o gaúcho afetado e o carioca malandro.

Todos se conhecem na porta do fórum onde o exame será realizado. E daí pra frente, velhas piadas sobre o funcionalismo público se misturam a determinações manjadas de personagens.

Além da falta de graça, não há uma mínima pesquisa sobre o tema. Parece que os roteiristas e o diretor não fazem a menor ideia de que existem juízes federais no Rio de Janeiro. Não é porque tem o nome “federal” que eles precisam trabalhar em Brasília, por exemplo.

A insistência em tentar comprar um gabarito, única forma de passar no exame segundo o filme, chega a ser grosseira com o grande número de candidatos que hoje tentam uma vaga na magistratura. Parece coisa de quem tentou passar em concurso público e nunca conseguiu.

Mas o pior são as repetições. A história do gabarito parece nunca ter fim, assim como as péssimas tramas dos personagens secundários. São os casos da atiradora de facas que quer dar de qualquer maneira para o namoradinho de infância, as aparições do pai gaúcho tradicional que tenta evitar a saída do filho do armário, ou de uma certa alergia. Muito cansativo.

Outro problema do filme, bastante comum em comédias nacionais, é a estranha mania de fazer mau uso de referências. Há uma cena chupada de Será Que Ele É? que demonstra bem isso.

No elenco, Fábio Porchat, novo comediante sensação do momento por sua participação no coletivo Porta dos Fundos. Responsável por chamar o público às salas de cinema, com sua mania de gritar, é, de longe, o pior do quarteto central, que ainda conta com Danton Mello, Rodrigo Pandolfo e Anderson Di Rizzi.

Muito esforço e tempo perdido para fazer uma piada sem graça funcionar. O tio do pavê se sairia melhor.

Um Grande Momento:
Freitas e a “entidade”.

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