(The Sorcerer’s Apprentice, EUA, 2010)

Ação/Aventura
Direção: Jon Turteltaub
Elenco: Nicolas Cage, Jay Baruchel, Alfred Molina, Teresa Palmer, Toby Kebbell, Omar Benson Miller, Monica Bellucci
Roteiro: Lawrence Konner, Mark Rosenthal, Matt Lopez, Doug Miro, Carlo Bernard
Duração: 111 min.
Nota: 4 ★★★★☆☆☆☆☆☆
Ao final de Aprendiz de Feiticeiro, fiquei com uma estranha sensação de já ter visto aquele filme em algum lugar… Okay, okay, este é o modo mais clichê de dizer que o filme é recheado de clichês. Mas, neste caso, o comentário é válido porque um dos filmes que me vieram à mente foi o brilhante Kick Ass – Quebrando Tudo. Infelizmente, porém, o outro filme que invadiu meus pensamentos foi… Percy Jackson e o Ladrão de Raios. E, para completar a má notícia, a verdade é que este novo filme estrelado por Nicolas Cage está muito mais próximo daquele que podemos considerar o HarryPotter-fake do que do genial Watchmen-Jr.

Trazendo o gênero fantasia para um universo geek que seria mais confortável para uma adaptação de graphic novel, Aprendiz de Feiticeiro tem inicio com uma preguiçosa introdução que explica a origem do conflito da trama, séculos e séculos atrás, até uma época mais recente, quando encontramos um jovem garoto que, certo dia, após uma “coincidência”, descobre ser descendente de Merlin – sim, o mitológico feiticeiro. Estabelecido o contexto, pulamos dez anos no tempo e reencontramos o garoto como um jovem adulto nerd que, traumatizado pelo encontro anterior – quando foi acusado injustamente de… fazer xixi na calça –, tenta levar uma vida solitária e não-mágica, focando na alternativa: a ciência.

Sua vida muda, porém, quando o rapaz reencontra uma antiga paixão, e também os dois bruxos que surgiram em seu caminho na infância.

Embora patético, batido e até irritante em vários momentos, Aprendiz de Feiticeiro é beneficiado pelos ótimos efeitos especiais e por retomar o discurso de que, de certa forma, não existe diferença entre magia e a verdadeira ciência. Da mesma forma, as lutas entre os bruxos interpretados por Alfred Molina e Nicolas Cage surgem dinâmicas e divertidas, assim como a bondosa mocinha de Teresa Palmer, que nos agrada pelo imenso carisma – e, conseqüentemente, confere certo interesse ao chato herói do esforçado Jay Baruchel.

Mas nem todo carisma do mundo consegue trazer de volta o brilho de Nicolas Cage, ator que vem desempenhando desastres cada vez mais constrangedores e que desagrada até mesmo quando surge corretamente (como em Presságio e até mesmo Kick Ass). No caso de Aprendiz, sua performance está longe de ser correta e só não é uma das piores porque Cage já fez isso em Motoqueiro Fantasma.

E é este, afinal, o grande problema de Aprendiz de Feiticeiro, que, por mais que tente se estabelecer como uma fantasia moderna e cool, acaba sabotado pela sua própria estrela: um ator inconfundível que tem se tornado cada vez mais um símbolo de cafonice – algo que tornou Kick Ass ainda mais cool, mas que acabou transformando este Aprendiz de Feiticeiro em um simples Percy Jackson, ou seja, apenas mais uma tentativa de franquia que deve – por favor – parar por aqui.

Um Bom Momento

Se você já assistiu dois ou três filmes-de-herói nos últimos anos, não ira considerar spoiler se eu disser que é engraçadinho quando Dave conta seu segredo para a Becky.

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