(Passion Play, EUA, 2010)

Drama
Direção: Mitch Glazer
Elenco: Mickey Rourke, Megan Fox, Bill Murray, Kelly Lynch, Rhys Ifans, Chris Browning, Rory Cochrane
Roteiro: Mitch Glazer
Duração: 94 min.
Nota: 1 ★☆☆☆☆☆☆☆☆☆

Ok. Será que é possível entender por que alguém no mundo resolve fazer um filme como O Anjo do Desejo? E por que existem atores que aceitam embrarcar em canoas furadas dessas? E o que, pelo amor de Deus, Bill Murray está fazendo nesse meio?

Depois de assistir a essa história absurda de uma mulher alada que se apaixona por um trumpetista decadente, sobram perguntas e faltam explicações. O filme é uma das coisas mais desconexas e de mau gosto dos últimos tempos. A começar pelo esquisitíssimo casal formado pelo velho Mickey Rourke (Os Mercenários) e pela sex symbol Megan Fox (Garota Infernal). Com atuações fracas e perdidas na superficialidade de cada personagem, a completa falta de química e a estranheza estética causada, não sobra nada de verdade no que vemos na tela.

Mitch Glazer, conhecido por escrever os roteiros de O Novato, Os Fantasmas Contra Atacam e Grandes Esperanças, fracassa em sua primeira experiência na direção e ainda demonstra que não consegue manter os dois ambientes (o do set e o do roteiro) em sincronia, entregando ao público uma trama confusa cheia de personagens esquisitos, pouco convincentes e insignificantes. Como se as coisas fossem mudando sem nenhum rumo certo.

Problemas também não faltam na parte técnica do filme que também transparece uma certa falta de vontade de quem se envolveu com o projeto. O desenho de produção de Waldemar Kalinowski (Coração Louco) pode até ter boas intenções, mas é exagerado e clichê; a trilha sonora de Dickon Hinchliffe (Inverno da Alma) está mais adequada a um consultório de dentista do que a um longa-metragem, e a computação gráfica, responsável pelas asas da aberração Lily, fica devendo.

Entre tantas coisas erradas, apenas duas coisas se salvam: a atuação de Bill Murray (O Feitiço do Tempo), que mesmo sem se esforçar muito se destaca entre os colegas, e a direção de fotografia de Christopher Doyle (Herói), que, depois de um tempo fotografando no oriente, conseguiu determinar uma marca própria e faz aqui um bom trabalho.

Um filme sem propósito e sem justificativa. Uma tentativa frustrada e um equívoco retumbante. Daqueles que merecem ser esquecidos.

Um Grande Momento:
Não tem isso não.

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