(Nueve reinas , ARG, 2000)

Suspense
Direção: Fabián Bielinsky
Elenco: Ricardo Darín, Gastón Pauls, Leticia Brédice, Roberto Rey, Jorge Noya, Oscar Nuñez, Tomás Fonzi, Alejandro Awada, Elsa Berenguer
Roteiro: Fabián Bielinsky
Duração: 114 min.
Nota: 8 ★★★★★★★★☆☆

Confesso que tenho uma certa preguiça de todas essas comparações que fazem entre o Brasil e a Argentina. É na literatura, no futebol, na gastronomia e, como não poderia deixar de ser, no cinema. Será que a ditadura militar e a influência estadunidense na parte de baixo do continente americano foi tão imbatível assim que não é possível compartilhar e aprender com nossos vizinhos.

Não que eles saibam fazer cinema melhor do que nós, porque lá também é produzido uma quantidade significativa de lixo que, como a nossa quantidade significativa de lixo, não cruza as fronteiras. Nove Rainhas é mesmo um bom filme, merece todos os elogios, mas não demonstra a soberania do cinema portenho frente ao cinema nacional que, por acaso, no mesmo ano produziu bons filmes como O Auto da Compadecida e Eu, Tu, Eles, entre outros.

Pode-se falar numa facilidade maior em tratar temas cotidianos, sem se hermetificar no autoral, e, principalmente, sem depender tanto da televisão, como acontece no Brasil. Mas é só isso.

Picuinhas à parte, voltemos a falar sobre Nove Rainhas. O longa de suspense/ação é simplesmente delicioso. Além da dupla de trapaceiros cativante, o filme mantém o ritmo e, embora dê algumas pistas pelo caminho, consegue surpreender o público com sua reviravolta final.

Um bom roteiro, valorizado por boas atuações e uma montagem precisa.

Diversão garantida.

Um Grande Momento:
Os motoqueiros.

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